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Governo de MT repassou benefício do cartão SER Família a 65 mil famílias nesta sexta-feira (12)

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​Cerca de 65 mil famílias em situação de vulnerabilidade receberam, nesta sexta-feira (12), o benefício de R$ 220,00 no cartão do Programa SER Família, idealizado pela primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes. Ao todo, neste mês, o Governo do Estado transferiu para os cartões aproximadamente R$ 14,3 milhões, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc).

O programa SER Família é a maior ação de transferência de renda, realizada a cada dois meses, e iniciada em maio de 2023. Desde então, o Estado já repassou R$ 57,5 milhões, por meio dos cartões SER Família, SER Família Idoso, SER Família Criança, SER Família Indígena e SER Família Inclusivo.

“O programa SER Família tem sido um suporte financeiro às famílias em situação de vulnerabilidade, e o trabalho sério do Governo de MT, por meio das equipes técnicas, têm honrado os pagamentos. Com o bônus de Natal foram três meses seguidos, isso faz diferença. Deus abençoe cada lar beneficiado”, afirmou a primeira-dama de MT, Virginia Mendes.

As famílias beneficiadas pelos cartões do SER Família foram cadastradas no início de 2023 durante os mutirões realizados pela Setasc, em Cuiabá, e também pelos municípios do interior do Estado que aderiram ao programa. A base utilizada para identificar se as famílias cadastradas teriam direito ao benefício foi a do Cadastro Único (CadÚnico), que possui informações como a renda per capita da família, número de CPF, certidão de nascimento ou casamento, carteira de identidade, carteira de trabalho ou título de eleitor, e endereço residencial.

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A secretária adjunta de Programas e Projetos Especiais e Atenção à Família (Sappeaf), Juliane Maciel, alerta para a importância de manter o CadÚnico sempre atualizado para se manter no Programa SER Família.

“O CadÚnico serve como base para diversos programas sociais, tanto federal quanto estadual, então é de suma importância que as famílias mantenham o cadastro atualizado. No caso do Programa SER Família, caso haja inconsistência de informações no cadastro, como a questão de renda superior ao que é necessário para participar do programa, o cartão será bloqueado”, explicou Juliane.

Para a moradora do Distrito de Nossa Senhora da Guia, em Cuiabá, e mãe de três crianças, Érika Almeida de França, ter o cartão do SER Família faz muita diferença para a família dela.

“Tem me ajudado bastante, principalmente porque nem sempre eu tenho serviço. Eu faço diária, então não tem dinheiro sempre, daí tem que deixar de pagar umas coisas pra poder comprar outras, e com o cartão eu consigo comprar. Ajuda bastante. Eu vou no mercado e compro as coisas, de alimento, leite e fralda”, disse.

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A filha de 15 anos de Érika, Rayane, contou que também fica esperando entrar o dinheiro no cartão do SER Família para ir ao mercado fazer compras.

“Agora dá até pra comprar um docinho, depois que a gente compra as coisas que precisamos. Antes não dava, era mais difícil”, explicou.

O próximo repasse está previsto para ocorrer no dia 12 de março deste ano.​

Fonte: Governo MT – MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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