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Governo de MT entrega chaves de 192 casas em parceria com a prefeitura e União

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A união de esforços do Governo de Mato Grosso, União e Prefeitura de Lucas do Rio Verde resultou na entrega das chaves de 192 casas populares e no lançamento das obras de mais 2 mil, nesta quinta-feira (24.4), em Lucas do Rio Verde. O governador Mauro Mendes participou da cerimônia das entregas.

Os dois empreendimentos integram o programa SER Família Habitação, idealizado pela primeira-dama Virginia Mendes, na modalidade Entrada Facilitada, por meio do qual o cidadão pode acessar o subsídio de até R$ 20 mil do governo estadual para aquisição do imóvel e ainda somá-lo aos benefícios ofertados pelo Governo Federal.

“O Brasil tem enormes desafios e, durante muitos anos, falou-se muito e fez-se pouco porque se perdia tempo com coisas desnecessárias. O que estamos mostrando hoje, em Mato Grosso, é foco no resultado e no objetivo. Aqui, todos têm um papel importante: o Estado, o Município, a União e as construtoras. São quatro mãos que, unidas, estão realizando o sonho de muitas pessoas”, afirmou Mauro Mendes.

O governador Mauro Mendes também afirmou que continuará a aplicar R$ 20 mil, por meio do SER Família Habitação, em cada casa que as prefeituras conseguirem viabilizar. “O Estado está pronto para participar”, disse.

Com aporte de R$ 2,8 milhões por parte do Estado, as 192 moradias entregues fazem parte da 1ª etapa do Residencial Águas do Cerrado. O empreendimento é financiado pela Caixa Econômica Federal com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O valor a ser pago pelos moradores é abatido com a doação do terreno – feito pela prefeitura – e ainda com os subsídios do programa SER Família Habitação e do Ministério das Cidades, por meio do programa Minha Casa, Minha Vida. Ao final do projeto, serão 1.336 unidades habitacionais entregues.

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Para o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Rabelo, a modalidade Entrada Facilitada tem se mostrado muito eficiente em Mato Grosso e adequada ao perfil da população local.

“Em Mato Grosso, estamos vivendo um símbolo da nova fase do Minha Casa, Minha Vida, que é a possibilidade de fazer parcerias. Temos o governo estadual, que tem formalizado essas parcerias e apresentado excelentes resultados. E assim estamos conseguindo fazer um verdadeiro milagre: a família não precisa pagar, ou paga muito pouco, na entrada. O que está acontecendo aqui é que a família está saindo de um aluguel caro, pagando mais de R$ 1 mil, e indo para uma parcela de R$ 700. Assim, ele economiza e ainda constrói patrimônio. Eu digo ‘milagre’, mas isso é política pública. Não foi por acaso. É resultado de uma boa parceria”, avaliou Rabelo.

O prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, também apontou que a Modalidade Entrada Facilitada tem ajudado os trabalhadores do município a sair do aluguel, já que muitos não conseguem financiar um imóvel sem o apoio de políticas públicas.

“Aqui no município temos mais de 30 mil trabalhadores com carteira assinada, e até 60% deles recebem até R$ 5 mil. Imagine o impacto que representa pagar um aluguel de R$ 1 mil ou até R$ 2 mil por mês. Se não houver o olhar comprometido do poder público, como será a vida dessas pessoas? Essas famílias, ao final de cada mês, sentem um peso muito grande no orçamento. Por isso, a habitação é tão necessária”, destacou o prefeito.

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Segundo o presidente da MT Par, Wener Santos, a Entrada Facilitada traz benefícios para os municípios que vão além da habitação em si.

“O programa, elaborado pelo governador Mauro Mendes e liderado pela primeira-dama Virginia Mendes, foi concebido com base em uma relação de ganha-ganha. Há o fomento aos negócios locais, ao setor da construção civil, bem como a geração de empregos e a retenção de mão de obra, já que o valor dos aluguéis dificulta a contratação nos municípios. Muitas empresas já identificam impactos no crescimento justamente por causa disso”, pontuou.

A modalidade Entrada Facilitada atende famílias com renda de até R$ 8 mil, com subsídios que variam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil, conforme a faixa de renda, como descrito no site da MT Par, empresa responsável pela operacionalização da modalidade.

Também participaram do evento o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro; a diretora da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Rosa Neide; a reitora da UFMT, Marluce Aparecida Souza e Silva; e os deputados estaduais Valmir Moretto e Lúdio Cabral.

Fonte: Governo MT – MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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