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Governo concede bolsas de estudos integrais para ensino superior e cursos técnicos

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O governador em exercício, Otaviano Pivetta, e o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, assinaram na manhã dessa sexta-feira (20.01), o edital que concede 1.640 bolsas integrais para que estudantes egressos da Rede Estadual e profissionais da educação façam cursos de ensino superior e técnicos na Universidade Católica de Mato Grosso. Denominado Pacto Educativo, o edital terá um investimento de R$ 30 milhões por um período de quatro anos, numa parceria com a União das Universidades Católicas de Mato Grosso (Unifacc). Metade das bolsas serão disponibilizadas imediatamente e, a outra metade, em 2025. Poderão concorrer alunos considerados hipossuficientes economicamente e em situação de vulnerabilidade social.

“O Pacto Educativo é mais uma iniciativa do Governo de Mato Grosso que terá grande impacto social. Vai atender aos que realmente precisam e reforça as demais ações que fazem parte do Programa Educação 10 anos”, disse Pivetta. Ele foi além, ao afirmar que a Educação Pública Estadual tem todos os requisitos para estar entre as melhores e mais bem avaliadas do país. “Estamos no caminho certo”.

Os cursos de graduação serão oferecidos no campus de Cuiabá/Várzea Grande nas áreas de licenciatura em Pedagogia, e bacharelado em Direito, Administração, Educação Física, Enfermagem, Biomedicina, Psicologia e Ciências Contábeis. Já os 12 cursos técnicos, que também serão ofertados aos estudantes, ocorrerão em Cuiabá, Várzea Grande, e nos campi de Rondonópolis, Sinop e Cáceres. O edital também beneficia Barra do Garças que, junto com Cuiabá e Várzea Grande, também vai ofertar o curso de pós-graduação em Gestão Escolar que será destinado a profissionais da Educação.

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Segundo Alan Porto, o Governo do Estado vem dando, desde 2019, todas as condições para que a Seduc-MT continue avançando e cumpra as metas do Educação 10 anos. “São 30 políticas e mais de 130 ações já implantadas. O Pacto Educativo reforça o rol de ações que objetivam não apenas melhorar os índices de alfabetização e assimilação do conteúdo pedagógico, mas, melhorar a qualidade de vida e as perspectivas de futuro de crianças, jovens e adultos por meio de uma educação de qualidade”.

Para os estudantes selecionados, as formações serão realizadas na modalidade de educação presencial no campus de Cuiabá-Várzea Grande. Os critérios de seleção estão disponíveis nos editais abaixo e seguem regras definidas no Plano Estadual de Educação, em consonância com o Plano Nacional de Educação 2014-2024 e a Lei 13.005/2014. Serão 840 bolsas integrais para cursos técnicos, 400 para pós-graduação e 400 para cursos de graduação. 

Também participaram da solenidade de assinatura do Pacto Educativo, Flavia Emanuelle (secretária-adjunta de RH da Seduc-MT), Gelson Megatti (presidente do Conselho Estadual de Educação), Eduardo Ferreira (presidente do União dos Dirigentes Municipais de Educação – UNDIME-MT), Padre Edson Sestare (União das Faculdades Católicas de MT) e Ana Maria Di Renzo (diretora acadêmica da Unifacc).

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Serviço

Informações e inscrições podem ser solicitadas pelo e-mail e site oficial da Unifacc de 20 de janeiro a 08 de fevereiro. Para matrículas no curso de pós-graduação, somente pelo e-mail e site oficial da Seduc-MT, de 20 de janeiro a 05 de fevereiro.

Confira aqui os editais:

Graduação – Pacto Educativo

Cursos Técnicos – Pacto Educativo

Pós Graduação – Pacto Educativo 

Fonte: GOV MT

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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