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Gefron apreende 340 tabletes de drogas e causa prejuízo de R$ 6,4 milhões às facções

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Policiais do Grupo Especial de Fronteira (Gefron) apreenderam, na noite desta quarta-feira (23.4), 340 tabletes de entorpecentes em uma caminhonete S10, na zona rural de Porto Esperidião (a 320 km de Cuiabá), município localizado na região de fronteira do Brasil com a Bolívia. O prejuízo causado às facções criminosas com a apreensão é de cerca de R$ 6,4 milhões.

Durante patrulhamento na região da Vila Cardoso, em uma estrada vicinal à rodovia MT-265, os policiais do Gefron se depararam com uma caminhonete S10, com carroceria de madeira, em alta velocidade. Foi dada ordem de parada, com sinais sonoros e luminosos, mas o condutor desobedeceu e fugiu.

A equipe iniciou o acompanhamento e, após alguns quilômetros, o motorista reduziu a velocidade, desceu do veículo com uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, e apontou para os policiais. Houve troca de tiros, e o suspeito foi baleado. Ele chegou a ser socorrido e encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Porto Esperidião, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Na carroceria do veículo, os policiais localizaram diversos sacos contendo entorpecentes. Ao todo, foram apreendidos 290 tabletes de pasta base de cocaína e 50 tabletes de cloridrato de cocaína, avaliado em cerca de R$ 6,4 milhões às facções criminosas.

Todo material apreendido foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal em Cáceres para as providências cabíveis.

A ação integra as operações Tolerância Zero às Facções Criminosas e Protetor das Fronteiras e Divisas.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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