MATO GROSSO
Gatos-mouriscos resgatados durante queimadas de 2020 são soltos em Barão de Melgaço
MATO GROSSO
Dois gatos-mouriscos foram soltos nesta quinta-feira (09.03) em Barão de Melgaço. Os felinos, um macho e uma fêmea, foram resgatados em 2020 durante o período de queimadas e levados para uma área ecológica até estarem aptos para a soltura branda.
Os animais silvestres foram resgatados na região de Rondonópolis pela Coordenadoria de Fauna da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), após serem encontrados por um morador da região.
Apesar de não estarem feridos ao serem resgatados, os felinos eram filhotes e foram achados sozinhos, sem os pais, o que impossibilitou a reintegração imediata à natureza. Desta forma foram levados à pousada Rio Mutum, em Barão de Melgaço, onde ficaram abrigados por três anos, até o início da soltura nesta quinta-feira. A ação foi coordenada pela Sema e acompanhada pela ONG Ampara Silvestre.
Na soltura branda o animal silvestre tem as grades do alojamento em que está instalado abertas e vai se adaptando progressivamente com o ambiente até estar seguro para voltar ao seu habitat natural. Durante este período o animal é monitorado pelo órgão ambiental.
“A soltura branda está ocorrendo no mesmo local em que os gato-mouriscos foram cuidados. Nós abrimos o recinto em que os felinos estavam abrigados e eles vão ficar ali transitando até o momento de irem embora sozinhos”, explica o Gerente de Fauna da Sema, Waldo Troy.
O gato-mourisco está na portaria 148 do Ministério do Meio Ambiente classificado como espécie vulnerável.
Recomendações para quem encontrar animal silvestre
A Sema orienta que solicitações de resgate e denúncias de animais silvestres devem ser realizadas por meio do número 190, da Polícia Militar ou 193, do Corpo de Bombeiros.
Fonte: GOV MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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