CUIABÁ

MATO GROSSO

Gabinete de Crise é instituído no âmbito do Ministério Público de MT

Publicados

MATO GROSSO

Com o objetivo de gerenciar questões inerentes às crises que demandem medidas por parte do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, o procurador-geral de Justiça, Deosdete Cruz Junior, assinou nesta sexta-feira (25) Ato Administrativo que institui o Gabinete de Gerenciamento de Crise no âmbito da instituição.  A assinatura ocorreu durante o curso “Atuação Ministerial em Crises na Segurança Pública: à Luz da Recomendação nº 90/2022 do CNMP”.

Conforme o ato, caberá ao Gabinete de Crise, entre outras atribuições, planejar  medidas, definir atores e recomendar a adoção de ocorrências semelhantes, de forma a subsidiar as tomadas de decisões; identificar providências que possam melhorar o desempenho do MPMT na crise; elaborar o Plano de Gerenciamento de Crise; e integrar, quando for o caso, em caráter extraordinário, eventual Gabinete de Crise Interministerial ou Interinstitucional, Estadual ou Federal, observadas as competências e atribuições constitucionais e legais de cada um dos partícipes.

“A existência de um Gabinete de Gerenciamento de Crise abrangendo também outras áreas de atuação ministerial possibilitará a flexibilização necessária para o enfrentamento de crises diversas, como agrária, indigenista, da educação, da saúde, do transporte público, entre outras, cuja intervenção do Ministério Público seja imprescindível”, afirmou o procurador-geral de Justiça.

Leia Também:  Homem é condenado a 18 anos por morte de morador de rua atropelado

Deosdete Cruz Junior afirmou ainda que a criação do Gabinete de Gerenciamento de Crise para atuar na prevenção, antecipação e resolução das crises enfrentadas pelo Estado está em sintonia com as necessidades e anseios da sociedade mato-grossense.

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

MATO GROSSO

Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

Publicados

em

O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

Leia Também:  Homem é condenado a 18 anos por morte de morador de rua atropelado

Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

Leia Também:  Presidente da Câmara participa do evento ‘Interage TCE22’ e reforça diálogo entre os Poderes

Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA