CUIABÁ

MATO GROSSO

Feminicídio: Primeiro semestre em Mato Grosso registra 5% de redução de casos

Publicados

MATO GROSSO

O primeiro semestre deste ano apresentou uma redução de 5% nos casos de feminicídio em Mato Grosso. De janeiro a junho de 2021, o Estado registrou o assassinato de 22 mulheres vítimas de violência doméstica, e nos seis primeiros meses de 2022, foram 21 feminicídios. Nos 12 meses do ano passado, 43 mulheres foram vítimas deste tipo de crime.
 
Os municípios que registraram feminicídios em 2022 foram: Rondonópolis (3 casos), Colíder (2), Várzea Grande, Alta Floresta, Campo Verde, Curvelândia, Colniza, Confresa, Cuiabá, Juara, Nova Monte Verde, Poconé, Poxoreo, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, Sapezal, Sorriso e Vera, com um caso cada.
 
Para a juíza Tatiane Colombo, da 2ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Cuiabá, que atua há 10 anos na Capital, os números de crime continuam altos, mas ela lembra que a redução de uma morte entre 2021 e 2022, é um marcador importante na luta pelo fim da violência. “Cada vida importa, quando olhamos apenas para o número a redução de feminicídio parece pouca, mas estamos trabalhando para que esse índice não cresça”, afirma.
 
Segundo a magistrada, as autoridades apostam na mudança cultural, de uma sociedade mais igualitária entre homens e mulheres, como uma das saídas do problema. Por isso as campanhas de conscientização pelo fim da violência doméstica são constantes. “O Judiciário, a Escola Superior da Magistratura – Esmagis, e a Coordenadoria Estadual da Mulher, a Cemulher, investem em capacitação dos juízes e juízas de Mato Grosso, em ações de proteção ao direito das mulheres, na prevenção da violência doméstica e na resposta rápida quando os serviços judiciais são procurados”, cita.
 
Tatiane Colombo destaca que além do incentivo para que a vítima denuncie, com a Campanha Permanente do Poder Judiciário Quebre o Ciclo, os juízes e juízas investem em atividades de conscientização dos agressores, como a oficina “Papo de homem para homem”. “Esta atividade dá oportunidade ao Judiciário de entender o que leva o homem a cometer um ato violento contra a sua companheira e ao mesmo tempo trabalha a consciência desse homem como agente de uma violência”, explica.
 
A juíza reforça que o respaldo do Judiciário mato-grossense aos magistrados e magistradas das Varas de Violência Doméstica é imprescindível para o bom desempenho da atividade, considerada difícil e que por muitas vezes esbarra em discursos que minimizam a agressão de homens contra mulheres. “Temos uma Presidência em conexão com a Corregedoria-Geral da Justiça quando o assunto é o combate à violência doméstica, o que nos permite dar respostas com qualidade às vítimas e familiares. Temos encontros, capacitações, estrutura diferenciada e inovações, como o Botão do Pânico e a Media Protetiva Online, que empoderam os magistrados e magistradas na tomada de decisão”, analisa. “Vamos continuar este trabalho e o que esperamos é que fechemos 2022 com a maior redução de casos de feminicídio”.
 
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: Arte retangular colorida com números do feminicídio.
 
Leia nos links abaixo outras matérias sobre o assunto:
 
 
 
 
Alcione dos Anjos
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Biblioteca Estadual inaugura estátua em homenagem ao historiador Estevão de Mendonça
Propaganda

MATO GROSSO

ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

Publicados

em

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

Leia Também:  MPMT debate atuação ministerial em crises na segurança pública

O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

Leia Também:  Projeto propõe novo modelo de gestão para tomada de decisões

Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

MATO GROSSO

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA