MATO GROSSO
Executivos chineses conhecem estrutura de Mato Grosso para investimento em indústria
MATO GROSSO
Na reunião, a equipe técnica da Sedec e os executivos chineses discutiram incentivos fiscais, oferta de mão de obra e a infraestrutura necessária para o aporte de cerca de 100 milhões de dólares que a gigante chinesa pretende investir no país.
Conforme o gerente do departamento de vendas Juny Yang, a empresa chinesa iniciou as atividades em 1993 e atua no segmento de agroquímicos, como fungidas, herbicidas e inseticidas, desde a matéria-prima até a revenda. Em 2022 a empresa faturou, aproximadamente, 20 bilhões de yuans, cerca de 2,7 bilhões de dólares.
O gerente destacou que cerca de 70% dos produtos produzidos pela empresa são exportados, e que a América do Sul é um dos principais mercados da empresa. Ainda segundo ele, dentre os países com negociações está o Brasil, com quem a chinesa comercializou cerca de R$ 5 bilhões.
Juny Yang e o gerente geral Frank Chang apontaram que, para a construção da indústria em Mato Grosso, é necessário ter água, meios de transporte, energia e gás natural. Além disso, a empresa será sediada numa área de 200 hectares, sendo 80 hectares para armazenagem e outros 120 hectares para produção e área para organização.
O secretário César Miranda afirmou que Mato Grosso atende todas as necessidades da indústria chinesa. Ele explicou que o gasoduto em Mato Grosso vem da Bolívia até Cuiabá, com ramal para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) em Cáceres. Além disso, citou que o Estado é autossuficiente em energia elétrica, sendo exportador, que as indústrias locais utilizam biomassa para aquecer suas caldeiras, não mais carvão, e que o Estado tem muita água.![]()
“Mato Grosso tem uma posição privilegiada na América do Sul. Instalados aqui eles terão logística para atender Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Pará e Tocantins, que são estados da grande fronteira agrícola brasileira, e que são os clientes da indústria. Por ser o maior produtor agropecuário do país, Mato Grosso também será um dos principais clientes”, destacou o secretário.
O secretário adjunto de Agronegócios e Investimentos da Sedec, Anderson Lombardi, falou sobre a política de incentivos fiscais que têm descontos de ICMS em operações entre os estados brasileiros e para fora do país, com renúncia fiscal de até 90%, dependendo do enquadramento da indústria. Outro ponto importante é que há isenção total em tudo o que for produzido dentro da ZPE em Cáceres.
Questionado pelos empresários chineses sobre a mão de obra no Estado, considerando que na primeira fase da indústria serão empregadas de 50 a 100 pessoas, o secretário César Miranda ressaltou que o Governo tem adotado mecanismos para garantir a oferta de mão de obra qualificada.
“Esse é um dos desafios das indústrias atualmente e o Governo do Estado tem trabalhado conjuntamente com a Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt) para qualificar mão de obra e empregá-los. Mato Grosso é um dos estados que mais emprega no Brasil e tem a segunda menor taxa de desemprego”, afirmou.
Também participaram da reunião o superintendente de Programas de Incentivo, Adoniram Magalhães, o coordenador do Centro de Dados Econômicos de Mato Grosso, Vinicius Hideki e a coordenadora da Comércio Exterior, Julia Assis.
Após a agenda na Sedec, os executivos chineses também vão se reunir com os prefeitos de Nova Mutum e Rondonópolis, municípios que despertaram o interesse dos asiáticos para uma possível implantação da indústria.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
-
ESPORTES6 dias atrásRádio Nacional transmite Fluminense x Coritiba nesta quinta
-
ESPORTES6 dias atrásRádio Nacional transmite Estudiantes x Flamengo pela Libertadores
-
POLÍCIA6 dias atrásPolícia Civil recupera no Pará carretas furtadas de pátio de veículos apreendidos em Confresa
-
ESPORTES6 dias atrásFluminense vence Flamengo e abre vantagem na Copa do Brasil Feminina
-
POLÍCIA4 dias atrásPM prende homem por danificar câmera do programa Vigia Mais MT
-
ESPORTES6 dias atrásJustiça determina que Vasco e Boca Juniors joguem no Maracanã
-
ESPORTES6 dias atrásJustiça volta atrás e suspende jogo do Vasco contra o Boca no Maracanã
-
POLÍTICA MT4 dias atrásMax destaca diálogo com Pivetta e elogia primeiras iniciativas


