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Estudantes do Nível Fundamental são premiados por redações sobre adoção

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Estudantes de 12 escolas da rede pública e privada de Mato Grosso foram premiados na manhã desta quinta-feira (25) no 10º Concurso de Redação sobre Adoção, voltado para alunos do 6º ao 9º ano. O concurso é realizado pela Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio à Adoção (Ampara), da qual a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, é madrinha.

Ao todo, 142 alunos de 16 escolas públicas e privadas inscreveram redações para participar do concurso, que teve o intuito de sensibilizar e desmistificar o tema adoção ao público infanto-juvenil. A temática deste ano foi: “Adoção: de repente uma família”. A comissão julgadora foi composta por cinco pessoas, sendo dois advogados, uma jornalista, uma psicóloga e um professor universitário de Letras.

A secretária de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), Grasi Bugalho, ressaltou a alegria de poder participar da solenidade e também de poder representar a primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, em um evento sobre adoção, que é um tema importante para ela, não só como causa, mas também como parte da vida, como filha e como mãe. “Quem tem a oportunidade de conhecer e conviver com a primeira-dama Virginia Mendes sabe o quanto isso mudou a vida dela. E eu venho aqui, em nome dela, parabenizar a todos vocês que se dedicaram, junto com os professores, para escreverem e colocarem todo esse amor no papel”, disse.

Grasi Bugalho também falou sobre a importância de levar o tema adoção para dentro das escolas. “Parabenizo, em nome da primeira-dama, primeiro o Tribunal de Justiça por esse apoio. Todos nós sabemos o quanto esse trabalho é importante. Parabenizar a Ampara por todo o trabalho que é desenvolvido, e também a Seduc, para juntos, nessa sinergia, levar esse tema da adoção pra dentro da escola, para desconstruir mitos que são construídos e mostrar o quanto não importa se o filho é biológico, se o filho é adotado. O que importa é o amor, porque quantas histórias infelizmente nós conhecemos de crianças e adolescentes que se tornam adultos e carregam com si enormes feridas porque, mesmo tendo pais biológicos, não tiveram amor. E a sociedade tem que discutir e naturalizar esse tema”, enfatizou.

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Para a presidente da Ampara, Daisy Guilem, foi uma surpresa o número de inscrições recebidas para o concurso, que estava sendo retomado após um período de suspensão devido a pandemia. Ela explicou também que este foi o primeiro ano em que estudantes de todo o estado puderam se inscrever. “Nós realizamos esse concurso sempre na semana da adoção e também pensando em fomentar esse tema dentro das famílias, das casas, das escolas porque ainda é um tabu. Ainda existe muito preconceito, ainda existe muita desinformação em torno do tema, e esse tipo de ação ajuda as crianças a desenvolverem esse senso crítico de que adoção é legítima, é algo bom, é algo do amor”, completou.

Daysi explicou que o filme “De repente uma família” foi indicado como base para os professores trabalharem as redações com seus alunos. “É um filme que trata de várias questões, tanto da família acolhedora, como da adoção, como o medo por parte do casal e das crianças. E, como trata de vários assuntos, eles puderam comentar bastante dentro da escola, tanto é que chegaram diversas abordagens nas redações, e nos surpreendeu muito, inclusive um que fala que não é só adoção. Achamos incrível que a criança tenha a sensibilidade de entender que é muito mais do que só um processo, vai muito além”, disse.

Foram premiados estudantes do 6º, 7º, 8º e 9º anos, em primeiro, segundo e terceiro lugar. Como premiação, os alunos ganhadores receberam R$ 500, R$ 250 e R$ 150, respectivamente. “Este ano, ao invés de darmos um prêmio, resolvemos dar a premiação em dinheiro para criança. Por isso, arrecadamos os valores com nossos parceiros para conseguirmos o valor total dos prêmios”, explicou Daisy.

O evento foi realizado de forma híbrida, ou seja, presencial no auditório Gervásio Leite, no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), em Cuiabá, e também transmitido pelo Youtube para as escolas participantes do concurso de redação. Antes das premiações houve a apresentação do coral infantil “Canto e Encanto” da Escola Municipal Salvelina Ferreira, de Várzea Grande, regido pelo professor Uilson.

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Participaram do evento a fundadora da Ampara e representante do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM), Lindacir Rocha; a secretária Geral da Comissão Estadual Judiciária de Adoção (CEJA), Elaine Zorgetti Pereira; e a representante da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e também do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), Patrícia Carvalho.

Ganhadores

Os ganhadores do 10º Concurso de Redação sobre adoção foram:

  • Do sexto ano: 1º lugar – Heonia Kilin (Escola Estadual Campos Massapé – Primavera do Leste); 2º lugar – Letícia Cavalcante de Abreu (Colégio Fênix – Cuiabá); 3º lugar – Anna Elivia Severo de Andrade (Colégio Prudente de Campos – Cuiabá).
  • Do sétimo ano: 1º lugar – Ana Vitória Ferreira Cantuário (Escola Estadual Antônio Gröhs – Água Boa); 2º lugar – Rayssa Miller da Silva (Escola Municipal Darcy Ribeiro – Guarantã do Norte); 3º lugar – Mariany Ferreira Araújo (Escola Estadual Cinco de Abril – São José do Xingu).
  • Do oitavo ano: 1º lugar – Fernando Gabriel Butters Colombiano (Colégio Salesiano São Gonçalo – Cuiabá); 2º lugar – Raphaela de Paula (Escola Estadual Dr. Anísio José Moreira – São José do Rio Claro); 3º lugar – Grazielly Conceição Duarte de Souza (Escola Municipal Profa. Sueli Olmira Pereira – Guarantã do Norte).
  • Do nono ano: 1º lugar – Daiane Mello Santos (Escola Estadual Dr. Anísio José Moreira – São José do Rio Claro); 2º lugar – Mariana Dias de Sousa Joaquim (Colégio Salesiano São Gonçalo – Cuiabá); 3º lugar – Higor Rodrigues dos Anjos (Escola Estadual Pedro Borges – Colniza).

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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