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Estudantes de General Carneiro e Jaciara vencem concurso de redação sobre robótica educacional

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Duas estudantes dos municípios de General Carneiro e Jaciara (a 445 e 140 km de Cuiabá, respectivamente) foram premiadas no concurso de redação promovido pelo programa de robótica educacional SimRobótica, que é desenvolvido em escolas da Rede Estadual de Mato Grosso.

O concurso foi desenvolvido em 2023 e a premiação é realizada neste mês de março, reconhecendo o talento e a criatividade das jovens escritoras.

Maísa Araújo Leite, de 17 anos, estudante do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Dr. João Ponce de Arruda, na cidade de General Carneiro, foi uma das premiadas. Em sua redação, ela abordou a importância da robótica educacional e como essa tecnologia pode contribuir para o aprendizado dos estudantes.

Ela ressaltou, também, a relevância do trabalho em equipe e da troca de conhecimento entre os colegas, além dos esforços do Governo de Mato Grosso para dotar as escolas com as novas tecnologias educacionais.

“Essa iniciativa do Governo é muito importante para os estudantes e para sociedade em geral, uma vez que o mundo está cada dia mais informatizado”, escreveu em um trecho da redação.

“Além do conhecimento adquirido em torno da robótica, fomos estimulados a trabalhar em equipe e compartilhar os conhecimentos adquiridos uns com os outros, o que contribui nas relações interpessoais dentro do espaço escolar”, disse Maísa.

A estudante Maria Júlia Alves dos Santos Bueno, de 13 anos, do 8º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual São Francisco, em Jaciara, foi outra ganhadora do concurso. Ela receberá a sua premiação no dia 25 de março, em solenidade com a participação da diretora regional de Educação do polo Rondonópolis, Andreia Cristiane de Oliveira, professores e demais profissionais da unidade escolar.

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As duas vencedoras disputaram com outros 100 estudantes do Ensino Fundamental II e Ensino Médio de vários municípios, que também se inscreveram no concurso.

De acordo com Silvia Figueiredo, diretora regional de Educação do polo Barra do Garças, o tema escolhido para o concurso, ‘Minha Cidade e a robótica educacional’, foi pensado para estimular a comunidade estudantil a refletir sobre a relação entre a tecnologia e o ambiente em que vivem.

É que, segundo ela, a robótica, quando integrada à redação, permite que os estudantes desenvolvam habilidades de pensamento crítico e argumentação, fundamentais para o seu desenvolvimento integral.

“A participação no concurso mostra o engajamento dos estudantes com um tema tão importante para o futuro e com as aulas desenvolvidas pelo programa de tecnologia educacional”, completou.

O secretário de Estado de Educação, Alan Porto, destacou a importância de atividades que estimulem a produção escrita e leitora dos estudantes. “A partir dessas experiências, eles também constroem a aprendizagem”, observou.
 

Os materiais usados são peças, sensores e motores controlados por uma placa que permite o funcionamento dos modelos montados

Na rede estadual de ensino, o Governo de Mato Grosso já investiu cerca de R$ 60 milhões em robótica educacional e, neste ano de 2024, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) dobrou o número de escolas atendidas, passando de 102 para 204 unidades.

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Para o secretário Alan Porto, esse investimento estabeleceu uma nova dinâmica nas disciplinas voltadas à tecnologia.

“Quando implantamos a robótica educacional numa escola, tornamos as aulas de matemática e física mais interessantes. Como as atividades são muito divertidas, também proporcionamos maior interação entre professores e estudantes”, finalizou.

A premiação

Além das premiações individuais às duas estudantes com tablets modelo Samsung A208, o mesmo modelo utilizado nas aulas do programa de robótica, as escolas e os professores das redações vencedoras também foram reconhecidos.

As cinco redações mais bem pontuadas de cada escola receberam medalhas, enquanto as escolas e os professores das redações premiadas de cada segmento foram agraciados com troféus.

Participaram da entrega do prêmio à Maísa Araújo Leite, na última semana, a diretora regional de Educação do polo Barra do Garças, Silvia Figueiredo, a professora Gisele Diniz Xavier, a orientadora do programa SimRobótica, Isabella Debastiani, além de outros profissionais da educação.

Política educacional

O programa de robótica educacional tem como objetivo promover o aprendizado e o desenvolvimento dos alunos por meio da tecnologia. A iniciativa é alinhada à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e busca preparar os estudantes para os desafios do mundo contemporâneo.

Além disso, o programa faz parte da política Tecnologia no Ambiente Escolar, uma das 30 políticas que compõem o Plano EducAção 10 Anos, que objetiva colocar a rede estadual de ensino entre as cinco redes públicas mais bem avaliadas no país até 2032.

Fonte: Governo MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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