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Estudante surdo participa de palestra do Nosso Judiciário e aprova iniciativa

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O aluno Wesley Machado, 17 anos, cursa o 2º Ano do Ensino Médio da Escola José Leite de Moraes, do bairro Cristo Rei, em Várzea Grande e foi um dos 200 participantes do programa Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), que visitou a 113ª unidade escolar nesta quarta-feira (21). Wesley é surdo e conseguiu entender a palestra proferida pelo servidor do TJMT, Neif Feguri, graças ao trabalho da intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), Sheila Campos.
 
Sheila é contratada pelo Estado para “traduzir” as falas dos professores para o estudante durante as aulas, em conformidade com a Lei 12.319/2010, que garante a acessibilidade para alunos com deficiência, uma das bandeiras do Dia nacional da luta da pessoa com deficiência, celebrado em 21 de setembro (Lei nº 11.133/2005). Ela também foi a responsável por interpretar a entrevista do estudante para a equipe do Portal do TJMT. “Muito legal ter acesso a essa palestra, ainda mais nesse dia, que marca a luta por inclusão. Aprendi sobre os juizados especiais, crimes que podem ser praticados no ambiente virtual e como buscar nossos direitos”, afirmou Wesley.
 
A interprete também acabou aprendendo com a palestra e aprovou a iniciativa do Poder Judiciário. “É sempre bom ouvir sobre nossos direitos e deveres. Eu gostei porque é importante para os alunos aprenderam a evitar diversas coisas nas redes sociais, aprenderem a usar com responsabilidade o Instagram e o Facebook”, avaliou.
 
A palestra tratou da cartilha “Como funcionam os juizados especiais”, distribuída pelo programa. Neif Feguri ainda abordou temas como mediação e conciliação de conflitos, Justiça Restaurativa, Direitos do Consumidor, falou sobre a estrutura do Judiciário e justiça gratuita.
 
O diretor da Escola, Marcos Alves Fausto, salientou que os temas tratados pelo Nosso Judiciário auxiliam os professores a trazerem novas discussões em sala de aula, pois a cartilha será usada como material complementar. “O apoio do Judiciário é fundamental para ampliamos o conhecimento. Ajuda a gente discutir temas que estão na sociedade, trazendo novas ideias, falas, uma visão de fora para dentro da escola”, analisa.
 
A visita teve um gosto especial para o técnico judiciário, Antônio Cegati, integrante do programa, que estudou na José Leite de Moraes entre os anos de 1986 a 1988. “Sempre digo que o futuro do município, do Estado e do país depende de quem está sentando nas carteiras escolares agora. E hoje pudemos mostrar isso na prática. O Cegati estudou aqui, passou no concurso e há 36 anos é servidor do Poder Judiciário”, destacou.
 
Com a visita a José Leite de Moraes, o Nosso Judiciário soma 27 mil estudantes atendidos em nove anos de programa, graças a uma parceria do Judiciário com a Secretaria de Educação do Estado (Seduc), que indica quais unidades deve receber a palestra. Entretanto, representantes de estabelecimentos de ensino, público ou privado, podem solicitar a palestra. Para isso é preciso entrar em contato pelos números (65) 3617-3032/3516.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
 
Descrição de imagens: Foto 1 – Colorida e horizontal. Mostra ao fundo o aluno e a interprete de Libras. Em primeiro plano demais alunos uniformizados sentados em cadeiras enfileiradas. Foto 2 – Colorida e vertical do diretor da Escola, Marcos Alves Fausto, concedendo entrevista. Foto 3 – Colorida e horizontal dos servidores Neif e Cegati,que estudou na unidade de ensino. 
 
 
Alcione dos Anjos/ Foto Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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