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Escolas de Tempo Integral se destacam em evento da Defensoria Pública da União

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As escolas estaduais de Tempo Integral Plácido de Castro e São José do Rio Claro, ambas em Diamantino, foram destaques na etapa estadual do 7 º Concurso de Redação da Defensoria Pública da União (DPU), realizado em parceria com a FIAN Brasil e a Fundação Pitágoras. O resultado foi divulgado esta semana e as quatro estudantes que representaram a Rede Estadual de Ensino no evento comemoraram a conquista como uma reafirmação dos resultados das escolas de Tempo Integral.

Julia Zeri, Anna Villa e Nicole Finger, da Escola Estadual São José do Rio Claro, foram classificadas em 1º, 2º e 3º lugar, respectivamente, na categoria Ensino Fundamental. Para as estudantes, é unanimidade que o número de horas passadas dentro do ambiente escolar proporciona estímulos às diferentes potencialidades. Segundo elas, a classificação no concurso de redação reflete o bom resultado delas em sala de aula.

A estudante Aliane Maria Queiroz, da escola Plácido de Castro, que foi classificada na categoria Ensino Médio, também defende essa análise. “Além do tempo integral na escola, os investimentos em equipamentos, materiais e plataformas contribuíram para o nosso desempenho no concurso. As apostilas do Ensino Estruturado foram fundamentais nesse processo. As redações, temas e a diversidade de assuntos ajudaram nisso”, contou.

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Segundo Júlia Marino, a similaridade do tema do concurso com os assuntos tratados na escola mostra que a educação pública está antenada aos temas relevantes e presentes na realidade social. Ela lembra que o tema foi “Prato feito: alimentação de qualidade é sinal de dignidade”.

“Trabalhamos com a pedagogia da presença acadêmica, temos como foco principal, além do projeto de vida do aluno, o protagonismo estudantil. A todo momento nós incentivamos a participação dos estudantes em concursos, olimpíadas e contribuímos com materiais para que eles se preparem para o desafio”, completou a diretora da Escola Estadual São José do Rio Claro, Aubley Zeri.

A professora responsável pelos trabalhos das estudantes Plácido de Castro, Lahoa Matos Terra, contou que a preparação para o concurso começou no início do ano. Segundo ela, no decorrer do primeiro bimestre as produções de redação foram abordadas com o propósito de incentivar o estudante para o concurso. Ela também afirmou que os estudantes já haviam reforçado as produções textuais visando as provas do Enem 2023.

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Na avaliação do diretor Regional de Educação do polo de Diamantino, Luis Henrique Dutra, o interesse das unidades em participar de concursos e olimpíadas, tanto nacionais como internacionais, vem crescendo. “É importante dizer que a Escola Estadual São José do Rio Claro tem um histórico de ações e que participou da Olimpíada Internacional de Matemática. É importante salientar que as unidades possuem equipes gestoras com professores motivados a fomentar cada vez mais o protagonismo estudantil”, finalizou.

O 7 º Concurso de Redação da Defensoria Pública da União é um concurso lançado anualmente, direcionado a estudantes de escolas públicas. O concurso também contempla estudantes que se encontram em privação de liberdade ou medida socioeducativa de internação, além dos participantes do EJA – Escola de Jovens e Adultos.

Fonte: Governo MT – MT

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Assembleia Legislativa instala Câmara Setorial para ampliar atendimento às pessoas com obesidade

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) instalou, nesta quinta-feira (22), a Câmara Setorial Temática (CST) de Atenção à Obesidade no Estado de Mato Grosso. A iniciativa, proposta pelo deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil), atende a uma solicitação da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO) e tem como objetivo discutir e propor políticas públicas para melhorar a prevenção, o tratamento e o acompanhamento das pessoas com obesidade. A instalação ocorreu na Sala de Reuniões das Comissões “Deputado Oscar Soares”.

Criada por meio do Requerimento nº 532/2026 e constituída pelo Ato nº 0752/2026, a CST terá prazo de funcionamento de 180 dias, prorrogável por igual período. Nesse período, os membros deverão estudar os principais problemas enfrentados pelos pacientes, avaliar os serviços disponíveis na rede pública de saúde e apresentar propostas que possam ampliar o acesso ao tratamento e garantir melhor qualidade de vida à população.

Uma das principais preocupações apresentadas durante a instalação foi a dificuldade de acesso às cirurgias reparadoras, procedimentos realizados para retirar o excesso de pele após uma perda significativa de peso, especialmente entre pacientes que passaram pela cirurgia bariátrica.

A presidente da CST e da Associação Mato-grossense de Obesidade (AMO), Juvelina de Campos Nunes, destacou que, embora Mato Grosso tenha avançado na oferta de cirurgias bariátricas, muitos pacientes continuam enfrentando dificuldades para concluir o tratamento.

Segundo ela, somente nos últimos dois anos, o Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, realizou cerca de cinco mil cirurgias bariátricas. O número, apresentado pela representante da associação, reforça a preocupação com a demanda por procedimentos reparadores nos próximos anos.

“Hoje temos vários hospitais que realizam a cirurgia bariátrica, mas existe uma lacuna muito grande no tratamento. A pessoa emagrece, passa por todo o processo de recuperação, mas o que ela vai fazer com o excesso de pele? Essa é uma parte muito dolorosa, que afeta a autoestima, os relacionamentos e a vida social. Precisamos que o poder público compreenda que a cirurgia reparadora também faz parte desse tratamento”, afirmou Juvelina.

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A presidente relatou ainda que, conforme levantamento realizado por ela em 2023, havia mais de cinco mil pacientes na fila por cirurgias reparadoras no Hospital Municipal de Cuiabá. Para Juvelina, a dificuldade de acesso aos procedimentos pode provocar sofrimento emocional e isolamento social, principalmente entre mulheres.

A luta também faz parte da história pessoal da presidente da AMO. Após chegar aos 165 quilos, Juvelina passou por uma cirurgia bariátrica em 2004 e conseguiu reduzir significativamente o peso. Entretanto, precisou recorrer à rede privada e a ações judiciais para realizar parte das cirurgias reparadoras.

“Eu tive a oportunidade de fazer as minhas cirurgias, mas não desisto dos meus associados que não têm essa condição. Precisamos trazer para o legislador a nossa dor, as nossas necessidades e dificuldades. Se não mostrarmos essa realidade, como vão saber que estamos sofrendo e que precisamos de políticas públicas? ”, questionou.

Prevenção e tratamento –Além das cirurgias reparadoras, a CST pretende discutir ações de prevenção à obesidade desde a infância, incentivo à alimentação saudável e ampliação das alternativas de tratamento, incluindo o acompanhamento médico e o uso de medicamentos quando indicados.

Durante a reunião, o médico Hélio Marcelo Pesenti Sandrin, especialista em Cardiologia e Clínica Médica, destacou que a obesidade é uma doença crônica que exige atenção contínua e pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Ele também defendeu que o enfrentamento da obesidade não fique restrito aos procedimentos cirúrgicos ou ao uso de medicamentos emagrecedores, mas inclua diagnóstico precoce, acompanhamento profissional e ações educativas.

“As canetinhas vieram para ajudar, mas não vão fazer milagres. Precisamos compreender que a obesidade é uma doença séria, que deve ser controlada. É fundamental trabalhar a prevenção e garantir que essas pessoas tenham acompanhamento adequado”, ressaltou Sandrin.

A procuradora aposentada do município de Cuiabá, Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis, integrante da CST, chamou a atenção para o preconceito enfrentado pelas pessoas com obesidade e para os impactos emocionais provocados pela cobrança de padrões estéticos.

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“Infelizmente, nossa sociedade ainda é muito gordofóbica. Muitas pessoas deixam de participar de atividades e de conviver socialmente porque não se sentem bem com a própria aparência. Precisamos lutar pelos direitos dessas pessoas e garantir que tenham acesso ao atendimento de que necessitam”, afirmou.

O médico Gunther Peres Pimenta, membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, e o delegado Bruno Lima Barcellos, relator da CST, participaram de forma virtual e colocaram suas experiências profissionais à disposição dos trabalhos da Câmara Setorial.

Composição  da CST:

Presidente:Juvelina de Campos Nunes – Presidente da Associação Mato-grossense de Obesidade – AMO.

Relator:Delegado Bruno Lima Barcellos.

Secretária:Silvana Aparecida Gadani de Arruda – Vice-Presidente da AMO.

Membros:

1. Dr. Gunther Peres Pimenta – CRM 3196, RQE 380 e 8327 – Titular do Colégio de Cirurgiões e Titular da

Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

2. Dr. Regis Vilela Leal – CRM-MT 6233, RQE 2966/5171/5520/6254 – Titular do Colégio Brasileiro de

Cirurgiões e Titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica;

3. Dr. Tarsis Miyabara – CRM 7860, RQE 4555 – Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, com atuação em

cirurgia videolaparoscópica, cirurgia bariátrica e metabólica e cirurgia robótica;

4. Dr. Ismael Carvalho – CRM/MT 3985, RQE 2481 – especialista em Cirurgia Plástica;

5. Dr. Hélio Marcelo Pesenti Sandrin – CRM-MT 1047, RQE 6867/6866/2510/6823 – especialista em

Cardiologia e Clínica Médica, com atuação também em Medicina Intensiva e Pneumologia;

6. Dr. Marcus Antônio Godoy – Cardiologia – CRM-MT 3499 / RQE 1562;

7. Dra. Sônia Cristina Mangoni de Oliveira Lelis – Procuradora Municipal – OAB/MT 3942;

8. Antero Paes de Barros Neto – radialista e jornalista.



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