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Escola da Magistratura celebra cooperação com a escolas da Advocacia e do Tribunal do Trabalho

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A Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) celebrou termos de cooperação nesta segunda-feira (22 de fevereiro) com a Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho (Ejud) e com a Escola Superior da Advocacia (ESA). A cerimônia foi realizada de forma virutal.  A ação objetiva compartilhar atividades de formação, capacitação e aperfeiçoamento funcional a membros e servidores, nas modalidades presencial, virtual e à distância.
 
A cooperação técnica consiste em: desenvolver conjuntamente atividades pedagógicas, notadamente cursos de formação, capacitação, atualização, aperfeiçoamento e pós-graduação stricto sensu e lato sensu; disponibilizar, entre si, vagas ou acesso a eventos e cursos (incluindo pós graduação).
 
oferecidos ou contratados a seus membros e servidores, entre os quais conferências, congressos, seminários, simpósios, webinários, e encontros regionais; elaborar projetos e programas de pesquisa, estudo e produção científica entre escolas; disponibilizar artigos, conclusões de pesquisas e estudos, atos normativos e decisões que tenham fundamentos éticos, humanitários e/ou sociológicos, em seus sítios eletrônicos, periódicos ou revistas; prestar auxílio recíproco na mobilização do público-alvo para participação nos eventos e cursos, bem como no gerenciamento das atividades comuns executadas.
 
A desembargadora-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Maria Helena Póvoas estava presente e pontuou que a Esmagis é uma escola de excelência, produtiva e dinâmica. “As parcerias melhoram as instituições que tem por fim o alinhamento e aprimoramento de seus conhecimentos. Sou adepta, pois só temos a ganhar com essa formatação já realizada. Tenho absoluta convicção que só temos a avançar.”
 
Diretor da Esmagis-MT, desembargador Marcos Machado, destacou que os termos criam uma verdadeira aliança em prol da educação institucional. “Estamos ampliando o círculo de relacionamentos institucionais e, sobretudo, fortalecendo as nossas atividades pedagógicas com parceiros de envergadura. Nossa escola cresce em qualidade e em tamanho. Temos agora mais dois espaços de qualificação, diálogo e debates de alto nível. As escolas também estão diagnosticando o funcionamento da atividade funcional não é só teoria. Estamos envolvidos em identificar melhorias e aperfeiçoamento nas atividades jurisdicional.”
 
Também o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 23ª Região, desembargador Paulo Barrionuevo, apontou que este é um momento especial. “Desde a nossa infância, prescindimos da cooperação. Então o Poder Judiciário certamente começa a perceber a importância da cooperação entre as instituições, no nosso caso, as escolas judiciais que têm muito a oferecer por conta da qualificação daqueles que estão à frente. Certamente, este será um modelo a ser copiado e se espalhará a outros tribunais. O compartilhamento, além da economia financeira, traz resultados que se fará no caso das duas escolas.”
 
A diretora da Ejud, desembargadora Eliney Veloso, também ressaltou que este é o primeiro termo de cooperação na história da Ejud. “É um momento muito especial enquanto profissional, filha e neta de juízes. Fomo acolhidos pela Escola Superior da Magistratura em nossa primeira ação cooperativa, então é uma grande honra porque este termo é celebrado com uma escola que na década de 90 foi coordenada pelo meu avô Agnelo Bezerra Neto. Os frutos dessa parceria certamente estarão além de minha imaginação. A cooperação permitirá o compartilhamento do conhecimento e da otimização dos recursos públicos e isso é muito importante. Precisamos pensar como um todo, apesar de atuarmos em ramos diferentes do Poder Judiciário, nosso objetivo é um só prestar jurisdição à sociedade com a excelência que ela merece. Para isso os cursos de aperfeiçoamento de forma continuada são imprescindíveis.
 
Giovane Santin, diretor da ESA e representando a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso, frisou que esse convênio firmado com a Esmagis é de fundamental importância para a advocacia. “Queremos trazer a ESA para o lugar em que ela merece, que é o protagonismo na produção de conhecimento dos advogados e advogadas de nosso estado. É com muita alegria que como diretor da Escola celebramos esse convênio para que possamos trazer advogadas e advogados de todo o Estado para a produção de conhecimento jurídico, aperfeiçoamento e especialização.”
 
Histórico – Durante o encontro o desembargador Marcos Machado destacou que a Esmagis tem planejamento estratégico para quatro anos, objetivando, dentre outras metas, alcançar todas as escolas judiciais do sistema de Justiça com essas parcerias. “Damos um passo que encerra um ciclo de escolas superiores do Sistema de Justiça. Já celebramos cooperação com a Escola do Ministério Público, com as academias da Polícia Civil e Militar, Escola Associativa da Amam, Escola Judicial Eleitoral, Escola Judicial do TRT 23ª Região e agora com a Escola Superior da Advocacia.” Segundo o desembargador Marcos Machado há ainda a Escola da Procuradoria do Estado, que mesmo sem termo, participa das atividades da Esmagis. A Esmagis-MT também firmou cooperação com a Escola Superior do Tribunal de Contas do Estado.
 
Convidados – Participou ainda o juiz Eduardo Calmon, representando a Corregedoria-Geral de Justiça. Também estavam presentes os seguintes diretores de Escolas Judiciais a juíza Ana Cristina Silva Mendes, diretora da Escola Judiciária Eleitoral (EJE); juiz Gerardo Humberto Silva, diretor da Escola da Magistratura Mato-grossense (Emam) e conselheiro Valdir Teiss, diretor da Escola Superior de Contas. Prestigiaram ainda o evento os juízes colaboradores da Esmagis, dentre eles, Jeverson Quintieri, Aristeu Vilella e Antonio Peleja; os juízes auxiliares do TRT Angelo Cestari (vice-diretor da Ejud) e Michelle Trombini Saliba, e o Advogado e professor da Esmagis Ulisses Rabaneda.
 
Keila Maressa
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do  TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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