MATO GROSSO
Documentário “Romance de Rio e Serra” faz homenagem ao artista Divino Arbués
MATO GROSSO
O documentário “Romance de Rio e Serra” será lançado nesta quinta-feira (27.01) no Youtube. O filme, de 47 minutos, é uma homenagem ao cantor, compositor e escritor Divino Arbués. O projeto foi selecionado no edital Conexão Mestres da Cultura – Marília Beatriz de Figueiredo Leite, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
A vida e a obra de Arbués perpassa a região do Araguaia, tanto do lado mato-grossense como do lado goiano, desde a infância em Barra do Garças (MT) e Aragarças (GO), até a consagração de sua carreira musical, com as músicas de seus três primeiros discos, como Quarto Crescente (que virou o nome de uma das praias do rio Araguaia), Cor da Noite, Natureza, Afluente/Encontro das Águas (gravação que teve a participação especial de Almir Sáter, Alzira Espíndola, Papete e Zé Gomes).
O documentário também aborda a participação de Arbués na luta pela organização e democratização da cultura mato-grossense. Com depoimentos de músicos como Almir Sater, Gilberto Correia, João Ormond, dentre outros artistas e personalidades, o filme narra as contribuições de Arbués que conseguiu inserir os festivais de praia do Araguaia no circuito de música popular, nos idos dos anos 80 até fase mais recente.
“A sua luta era para que as ações culturais chegassem a todos os cantos de Mato Grosso, seja na organização de eventos, na implantação da Lei de Incentivo à Cultura, na participação do Conselho de Cultura do Estado, assim como, por meio da sua arte em discos e livros”, pontua o diretor do filme Brás Rubson.
O média-metragem foi produzido pela produtora Kuya Comunicação, com direção e roteiro de Brás Rubson, direção de fotografia e finalização de Diogo Diógenes, montagem de Caio Pimenta e imagens de Osvane Pinheiro.
Serviço
Lançamento do documentário “Romance de Rio e Serra”
Quando: 27/01 (quinta-feira)
Canal do YouTube: Divino Arbués Oficial
MATO GROSSO
Saiba como uma ideia pode se transformar em lei
O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado.
A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.
O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.
Seguindo um caminho estabelecido pelo Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição).
Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.
“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.
No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link Projetos em Tramitação .
Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo.
Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT.
“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.
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