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Desembargadores elogiam encontro de vice-presidentes promovido pelo TJMT, após lacuna de 16 anos

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Após 16 anos de inatividade, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso promoveu a reaproximação e o reavivamento da união entre os vice-presidentes de Tribunais de Justiça do país. Sob a organização da vice-presidente do TJMT, desembargadora Maria Erotides Kneip, magistrados representantes de 20 tribunais dialogaram a respeito do sistema judicial de precedentes, trabalhado especificamente pelas vice-presidências da maioria dos tribunais estaduais e elo que liga os TJs aos tribunais superiores, no Encontro Nacional de Vice-Presidentes dos Tribunais de Justiça do Brasil, realizado nos dias 4 e 5 de abril, na sede do TJMT, em Cuiabá.
 
A reunião em um mesmo local com vários vice-presidentes, juízes auxiliares e servidores de tribunais de diversos estados, juntamente com servidores e magistrados que trabalham a temática dos precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Conselho Nacional de Justiça (CNJ), trouxe avanços, aprendizados e diálogos institucionais que refletem na melhor prestação dos serviços da Justiça em todo o Brasil.
 
“Nós conseguimos colocar nesse plenário o Superior Tribunal de Justiça, o Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça, justamente através das pessoas que fazem a gestão de precedentes qualificados nesses locais. Eles trouxeram para nós como eles estão trabalhando e o que esperam de nós, tribunais. A avaliação que eu faço é extremamente positiva porque eles trouxeram falas muito boas e promissoras, nós acreditamos que a aplicação dos precedentes trabalha muito com a segurança jurídica e previsibilidade das decisões. Penso que nosso trabalho será muito enriquecido a partir desse encontro. Vejo que o encontro cumpriu seu papel”, avaliou a desembargadora Maria Erotides.
 
Com o encontro, foi reativado o Colégio Permanente dos Vice-Presidentes dos Tribunais de Justiça, criado em 2008 no Tribunal de Justiça de Pernambuco e que teve alguns encontros e depois não houve continuidade. Os desembargadores que participaram do encontro no TJMT elogiaram muito a iniciativa da desembargadora Maria Erotides em retomar o grupo de trabalho e a qualidade do evento como um todo.
 
“Foi emocionante. É indescritível estar em Mato Grosso, a receptividade aqui é algo de amorosidade, carinho, amizade, conseguimos estabelecer novos vínculos. Saímos daqui com a alma maior, o coração cheio de esperança para que possamos ter um Judiciário mais coeso, mais amigo entre estados, interagindo com os demais colegas. Isso vai modificar muito nossa cultura no Judiciário, vai fazer com que possamos uniformizar vários entendimentos, sabendo das diferenças regionais que existem entre estados, mas preocupados uns com os outros”, expressou a 1ª vice-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargadora Joeci Machado Camargo.
 
“O evento aqui em Mato Grosso foi realizado em uma hora muito apropriada, parabenizo a desembargadora Maria Erotides Kneip pelo fato dela ter organizado, convidado pessoas do mais alto gabarito técnico para discutir um tema que é complexo, não só do ponto de vista jurídico, mas também do ponto de vista operacional, prático. Ela teve a oportunidade de selecionar os temas com muito cuidado e acuidade, foi de grande valia poder ouvir os especialistas e poder interagir com os colegas na busca de boas práticas que nos auxiliem a todos”, afirmou o vice-presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, desembargador Alberto Vilas Boas Vieira de Sousa.
 
O vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, desembargador Artur Cesar Beretta da Silveira, também elogiou o TJMT na organização do evento: “não teve uma vírgula que pudéssemos falar que não tenha dado certo neste evento. A Justiça Estadual precisa se fortalecer e para se fortalecer precisa estar unida, precisamos estar fortes e unidos. Vossa Excelência, ao reavivar o Colégio, deu um grande passo que contribuirá para o fortalecimento dos tribunais. Foi uma honra para o TJSP participar deste encontro”.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto horizontal colorida em plano aberto do Plenário 1 onde foi realizado o evento. Em formato oval, os magistrados convidados estão sentados nas cadeiras dos desembargadores, com a bandeira de cada estado atrás. Ao centro, o painel é presidido pelo desembargador Alberto, à esquerda está a desembargadora Maria Erotides e à direita a juíza Wanessa do CNJ. A cerimonialista fala ao microfone diante de um púlpito e atrás do dispositivo há bandeiras do Brasil, de Mato Grosso, um brasão e um crucifixo. Imagem 2: foto horizontal colorida da desembargadora Maria Erotides. Ela está sentada no dispositivo de honra, olha para o lado direito e sorri. Ela tem cabelos loiros longos, veste terno branco, um colar e uma medalha dourados e o crachá colorido do evento. Imagem 3: foto horizontal colorida da desembargadora Joeci faltando diante de um microfone. Ela é uma mulher branca, com cabelos com mechas, está maquiada e veste roupa preta. Imagem 4: foto vertical colorida do desembargador Alberto. Ele está sentado, olhando para a direita, veste terno cinza, gravata vermelha, o crachá do evento, tem cabelos lisos castanhos e usa óculos.
 
 
 
Mylena Petrucelli/Fotos: Ednilson Aguiar e Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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