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Desembargadora palestra em Programa de Enfrentamento ao Assédio em Livramento e é homenageada

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 A desembargadora Maria Erotides Kneip palestrou na Câmara de Nossa Senhora do Livramento, sobre o enfrentamento ao assédio sexual e moral, tema de ação do Judiciário de Mato Grosso. Durante o evento, que marcou o lançamento do Programa Municipal de Enfrentamento, a magistrada foi enfática quanto à urgência de políticas públicas para redução da violência contra as mulheres, que são o maior número de vítimas de assédio. O evento foi realizado na sexta-feira, dia 10.
 
“Poucos legisladores compreenderam a importância de ter uma sala da mulher na Câmara e ainda somos um país onde temos a cultura do patriarcado muito forte. Para que a gente se liberte disso, é preciso estudo e verdadeiro cuidado. Quero parabenizar a todos pelo trabalho”, afirmou a desembargadora.
 
Entre os dias 23 a 27 de maio, a desembargadora visitou as comarcas de Cuiabá, Várzea Grande, Sinop, Rondonópolis, Cáceres, Barra do Bugres e Tangará da Serra para uma Roda de Conversa da Semana de Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e Discriminação. Foram as ações do Judiciário que inspiraram os Poderes Legislativo e Executivo de Livramento a elaborarem o Programa municipal. Está em tramitação ainda um projeto de lei que regulamenta as ações.
 
“Nós mulheres não queremos nenhum privilégio e sinto que algumas pessoas, ignorantes, pensem assim. Vergonhosamente o Brasil ainda é o quinto no mundo que mais mata mulheres. Se as estatísticas fossem verdadeiras, provavelmente seríamos o terceiro”, asseverou Maria Erotides.
 
Na palestra da desembargadora estavam presentes o prefeito, Silmar de Souza Gonçalves, o vice-prefeito, Thiago de Almeida, o presidente da Câmara de vereadores, Manoel Gonçalo de Campos, a vereadora autora do projeto de lei que regulamenta o Programa, Leila Lúcia Martins de Melo, a vereadora Oneide Maria da Silva Assunção e presidente da sala da mulher, Fernanda Mota.
 
“Agradecemos a presença da desembargadora e nos enche de orgulho essa mulher que nos propicia tantos conhecimentos. Quando inauguramos a sala da mulher, em 8 de março, soubemos que na baixada cuiabana apenas nós e Cuiabá possuem Sala da Mulher na Câmara e queremos dizer que todos abraçamos a causa”, disse o presidente da Câmara.
 
Homenagem – Durante o a solenidade, a desembargadora foi homenageada e recebeu a Chave da Cidade. O título é uma honraria que simboliza confiança. Na antiguidade, as cidades eram fechadas e cercadas e as chaves eram entregues a pessoas que poderiam ter a liberdade de entrar na cidade livremente.
 
“É uma honra para mim. Já recebi muitas homenagens em meus 71 anos, mas é a primeira vez que eu recebo a chave de uma cidade e estou muito emocionada. Nunca pensei que a terra de Nossa Senhora do Livramento me permitisse uma honra tão grande, vou usar essa chave com o compromisso de ajudar a fazer de Livramento a primeira cidade com o compromisso de ficar livre de casos de assédio sexual e moral”, afirmou a desembargadora.
 
ParaTodosVerem: essa matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência.
Imagem 1 – Fotografia colorida onde aparece a desembargadora de perfil palestrando aos servidores e servidoras que estão sentados à sua frente.
Imagem 2 – Fotografia colorida da desembargadora recebendo a chave simbólica da cidade entregue por uma vereadora.
 
 
 
 
 
Andhressa Barboza/Foto: Assessoria Câmara de N. Senhora do Livramento
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

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Dr. João recebe relatório inédito da CST do Nelore

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O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Dr. João (MDB), recebeu em seu gabinete, na última terça-feira (2), a entrega simbólica do relatório final da Câmara Setorial Temática de Melhoria da Genética na Criação de Zebuínos, iniciativa criada por requerimento de sua autoria e que se tornou a primeira CST da história da ALMT totalmente dedicada à pecuária e ao melhoramento genético. O documento fecha um ciclo de debates técnicos e políticos que colocaram no centro da pauta temas como melhoramento genético de ponta, eficiência produtiva, performance e rentabilidade ao produtor, regularização ambiental com foco no CAR 2.0, segurança jurídica e criação de políticas públicas reais de fomento.

O deputado abriu espaço institucional dentro da Assembleia para um tema que movimenta a economia mato-grossense, gera empregos e impacta diretamente desde o pequeno até o grande produtor. No relatório, o próprio parlamentar ressalta que a melhoria genética dos rebanhos zebuínos não é apenas pauta técnica, mas uma política pública estratégica para a economia do Estado, para a sustentabilidade produtiva e para o futuro da pecuária.

“Quando criamos essa Câmara Temática, o nosso objetivo era muito claro: tirar esse debate do campo da conversa isolada e transformar conhecimento técnico em proposta concreta para quem produz em Mato Grosso. Fortalecer a genética do rebanho zebuíno é fortalecer a economia do Estado, gerar mais renda no campo e dar mais competitividade ao nosso agro”, afirmou Dr. João.

O relatório destaca que o estado reúne condições singulares para liderar nacionalmente o avanço do melhoramento genético de raças zebuínas, por ter o maior rebanho bovino do país, produtores tecnificados, instituições com conhecimento acumulado e ambiente político favorável. Ao mesmo tempo, o documento aponta que ainda existe um descompasso entre o potencial já instalado e os resultados efetivamente alcançados, sobretudo entre pequenos e médios produtores.

Esse diagnóstico ajuda a explicar o peso político da iniciativa de Dr. João. O relatório conclui que não falta genética em Mato Grosso, falta política pública estruturada para democratizar o acesso à genética. Também enumera os principais gargalos que travam esse avanço: ausência de assistência técnica contínua, dificuldades fundiárias e ambientais, pouca integração entre cadeia produtiva e poder público e obstáculos para que pequenos produtores consigam incorporar manejo, nutrição e gestão compatíveis com animais geneticamente superiores.

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Ao longo dos trabalhos, a CST reuniu discussões que passaram por todas as frentes decisivas para o setor. Houve debates sobre ciência aplicada ao melhoramento genético, nutrição gestacional, uso de reprodutores avaliados, acesso à assistência técnica, ultrassonografia de carcaça, regularização fundiária, entraves ambientais, CAR, crédito rural, impacto da reforma tributária e integração entre governo, entidades e cadeia produtiva. O resumo do relatório destaca que, ao fim de oito reuniões, foi formado um corpo coerente de análises técnicas, institucionais, econômicas e políticas capaz de embasar uma política pública robusta para o melhoramento genético da pecuária de corte em Mato Grosso.

No mérito, o documento deixa duas entregas centrais. A primeira é a defesa da criação de um Programa Estadual de Melhoramento Genético da Pecuária de Corte, com acesso democrático a reprodutores avaliados e biotecnologias, integração entre genética, manejo, nutrição e gestão, fortalecimento da Empaer, alinhamento entre crédito, meio ambiente e regularização fundiária, além de metas e indicadores de impacto econômico, social e ambiental. A segunda é a proposta de realização da ExpoGenética Mato Grosso, pensada como um evento nacional para transformar o Estado em referência institucional e mercadológica na genética zebuína.

Na prática, isso significa que a Câmara  não ficou restrita ao debate. O relatório aponta saídas concretas, com diretrizes, metas e fontes possíveis de financiamento, além de defender uma política permanente e não episódica para o setor. Entre as metas projetadas estão ampliar a inseminação, reduzir a idade média de abate, elevar rendimento de carcaça, aumentar marmoreio, eficiência alimentar e produtividade por hectare, com prioridade para pequenos e médios produtores.

O trabalho também reforça uma visão que Dr. João sustenta desde a instalação da CST: fortalecer o rebanho zebuíno é fortalecer uma cadeia que sustenta Mato Grosso. O texto introdutório do relatório trata a pecuária zebuína, especialmente o Nelore, como patrimônio estratégico do Estado, base de uma cadeia produtiva que gera empregos, renda, competitividade e crescimento econômico em todas as regiões. Também destaca que a modernização genética conversa diretamente com sustentabilidade, eficiência produtiva e posicionamento internacional da carne mato-grossense.

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“Mato Grosso já é gigante na pecuária, mas pode ser ainda maior quando transformar esse potencial em política pública estruturada. O que estamos entregando aqui é um caminho técnico, sério e possível para fazer a genética chegar na ponta, principalmente para quem mais precisa dela, que é o pequeno e o médio produtor”, declarou o deputado.

A CST foi formalmente aprovada em março de 2025, reunindo representantes do setor produtivo, da academia, de associações de criadores, órgãos públicos e técnicos da própria Assembleia. Participaram das discussões, segundo o relatório final, representantes da Nelore MT, Federação Mato-grossense de Agricultura (Famato), Associação dos criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Fórum Agro MT, Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA), Sindicato Rural de Cuiabá, Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer-MT), Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF), , Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Desenvolve MT, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar), além de técnicos, pesquisadores, assessores legislativos, representantes de cooperativas, indústria frigorífica e outras instituições ligadas à pecuária e ao desenvolvimento rural. A composição oficial da CST também teve nomes como José Esteves de Lacerda Filho, Alexandre El Hage, Jociani Gonçalves de Oliveira, Marcos Carvalho, Francisco Manzi, Juliano Latorraca Ponce, Celso Nogueira, Rayane Lage Cordeiro, Carlos Bolzan, Leôncio Pinheiro da Silva Filho, Salvador Santos Pinto, Olímpio Riso de Brito, Xisto Bueno e Ida Beatriz Machado.



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