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Desembargadora Maria Erotides Kneip participa de Projeto Imersão promovido pelo STJ e STF

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A vice-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargadora Maria Erotides Kneip, participa, em Brasília, do “Projeto Imersão: Precedentes na Prática”, iniciativa promovida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Os juízes auxiliares da Vice-Presidência, Paulo Márcio Soares de Carvalho e Gerardo Humberto Alves da Silva Junior acompanham a magistrada nas visitas.
 
A iniciativa visa promover a troca de experiências e compartilhamento de projetos entre os tribunais, além de incentivar a colaboração estratégica para o desenvolvimento de soluções inovadoras que beneficiem o sistema de precedentes qualificados.
 
A ideia é que os participantes possam conhecer de perto as rotinas, práticas e tecnologias adotadas pelo STJ e STF, buscando aprimorar suas próprias atividades relacionadas ao tema.
 
Para a desembargadora, o sistema de precedente precisa ser tratado pelo Tribunal de Justiça como prioridade, considerando o número de ações ajuizadas. “O STJ e o STF vêm tratando do assunto com a utilização de sistemas próprios e da inteligência artificial. Nós precisávamos ter acesso a esses modernos sistemas e por isso, uma vez convocados, aceitamos participar do projeto imersão”, disse a magistrada.
 
O projeto teve início nos dias 22 e 23 de maio, com a realização de visitas técnicas. A vice-presidente e os dois juízes auxiliares puderam conhecer melhor o sistema Athos e o sistema do Juízo de Admissibilidade nas coordenadorias próprias, bem como o acesso e formação da jurisprudência.
 
Já nos dias 24 e 25 o treinamento ocorre nas dependências do STF, com o compartilhamento das rotinas de trabalho e tecnologias. Houve a participação no julgamento do plenário da Corte. Na oportunidade, a ministra-presidente Rosa Weber destacou a participação da desembargadora Maria Erotides e dos juízes auxiliares da vice-presidente do TJMT.
 
Em meio às visitas, Maria Erotides Kneip afirma que há muito no que avançar. “Precisamos urgentemente da utilização da inteligência artificial para reunião dos processos semelhantes, fomentando a cultura de precedentes junto aos julgadores do Poder Judiciário de Mato Grosso, como maneira de trazer maior segurança jurídica aos julgamentos”, comenta a desembargadora.
 
Maria Erotides vê o projeto Imersão como uma forma de contribuição para a evolução do sistema judiciário. A participação ativa da equipe da Vice-Presidência demonstra a busca constante no aprimoramento do conhecimento, em um ambiente colaborativo entre as instituições visando maior eficiência e qualidade no exercício da justiça.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição de imagens. Foto 1: colorida, horizontal. Mesa comprida de madeira, no STJ. Ao redor, sentados, está a desembargadora Maria Erotides usando um terno branco e blusa preta. Ela tem cabelos longos e loiros; o juiz Gerardo Humberto, que usa um terno escuro e camisa azul clara; o juiz Paulo Márcio que está na ponta da mesa usando um terno em tom de cinza, camisa azul clara e gravata. Na mesa estão também os demais participantes do projeto. Todos sorriem para a foto posada. Foto 2: Uma sala com mesas e vários computadores onde estão os juízes auxiliares a Vice-Presidência e a desembargadora Maria Erotides, que conhecem os sistemas do STF.
 
Dani Cunha/Foto: Assessoria STJ e STF
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
impensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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