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Departamento Financeiro investe na modernização de processos

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A organização e melhoramento dos processos foram o fio condutor do trabalho desenvolvido pelo Departamento Financeiro (Defin) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso no ano de 2021. Visando assegurar a disponibilidade financeira e a agilidade nos pagamentos, o setor reduziu a impressão de documentos e investiu em novos fluxos na sua rotina.

Conforme a chefe do Defin, Ludmila Auxiliadora Silvente Audi Bernardino, entre as mudanças implementadas estão a extinção de documentos físicos recebidos para pagamento, suspensão da impressão de Notas de Ordem Bancária (NOBs), assinatura digital das remessas bancárias (que deixaram de ser impressas), envio via e-mail dos ofícios bancários e não impressão dos balancetes contábeis.

“A implantação do Gedoc Eletrônico aliada a outras medidas representou uma verdadeira transformação digital no Departamento, que, historicamente, executava muitas impressões. Além da economia de papel e outros recursos, tivemos ganhos com a otimização dos processos”, argumentou.

Ela conta que para dar agilidade e promover um controle mais efetivo do trabalho, foram implantados novos fluxos aos processos e as folhas de pagamento foram unificadas. Essas ações refletiram na agilidade dos pagamentos, bem como do retorno dos processos aos setores demandantes da instituição, como também na redução das remessas canceladas por inconsistência. Além disso, com o apoio dos gerentes do Defin está sendo feito o envio dos processos físicos ao arquivo central.

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Outro fato importante, segundo ela, foi a proposta de um novo Sistema de Diária e Adiantamento (SisDia), o qual unificará os pedidos e prestação de contas de diária e adiantamento em um único sistema. “Com o início de uma nova gestão a partir de fevereiro, buscamos olhar para dentro do departamento e pensar quais procedimentos poderiam ser aprimorados. Assim, conseguimos melhorar a produtividade, reduzir e evitar custos, assim como erros operacionais, contribuindo efetivamente para um Ministério Público mais resolutivo. Por fim, para o ano de 2022 a palavra de ordem no Defin é modernização”, finalizou Ludmila Silvente.

Fonte: MP MT

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Saiba como uma ideia pode se transformar em lei

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O povo mato-grossense pode exercer diretamente o poder político por meio da iniciativa popular no processo legislativo. Na prática, isso significa que é possível ao cidadão apresentar à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) propostas que podem virar leis. Para isso, no entanto, a  Constituição Estadual prevê que o projeto de lei de iniciativa popular deve ser assinado por pelo menos 1% de eleitores residentes em pelo menos cinco municípios do estado. 

A proximidade entre a população e os parlamentares, porém, pode facilitar esse processo e resultar de forma mais rápida em leis que atendem aos anseios da sociedade. Ideias para melhorar o atendimento público em diferentes áreas, como educação, saúde ou direitos do consumidor, podem ser encaminhadas aos deputados por qualquer cidadão e virar projetos de lei.

O consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, explica que o projeto de lei apresentado deve responder, primeiramente, se ele é de interesse público. Essa questão é respondida a partir da análise de uma comissão temática. Se o projeto tratar de segurança pública, por exemplo, deve ser analisado pela Comissão de Segurança Pública e Comunitária.

Seguindo um caminho estabelecido pelo  Regimento Interno , a proposta ainda passa pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação, que analisa se ela é constitucional. Depois, se aprovado em sessão plenária, o projeto de lei vai para o governador do estado, que tem o poder de sancionar (aceitar o projeto e publicar a lei) ou vetar (discordar do projeto e devolver aos deputados com os motivos da rejeição). 

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Ainda segundo o consultor, as discussões mais aprofundadas sobre um projeto de lei ocorrem durante as reuniões das  comissões parlamentares , que são públicas. Não há possibilidade de um projeto ir para votação em sessão sem passar antes pela análise de uma comissão.

“Costumamos falar que o plenário é o coração, onde existem os debates mais emocionais, mais passionais. Nas comissões, a gente tem um olhar mais cuidadoso, mais técnico, como se fosse o cérebro do processo legislativo”, compara Barros.

No site institucional da ALMT, é possível conhecer o perfil dos  deputados estaduais e os projetos de leis que eles já apresentaram. Todas as propostas que continuam em tramitação, ou seja, que ainda vão ser votadas, também podem ser conferidas no link  Projetos em Tramitação . 

Conhecimento das competências– Ao acompanhar e participar ativamente das atividades legislativas, porém, o cidadão deve ter a noção do que faz cada Poder, até para se prevenir de frustrações. Gabriel Barros alerta que, muitas vezes, as pessoas criam expectativas sobre ações que não cabem ao deputado estadual realizar, por depender sobretudo da vontade política do Executivo. 

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Uma dessas frustrações, segundo ele, é percebida quando se ouve a expressão de que uma “CPI terminou em pizza”. Nesse caso, pode não haver conhecimento de que o papel de uma comissão parlamentar de inquérito é investigar e depois encaminhar para as instituições responsáveis legalmente por dar continuidade ao processo. É um processo que não termina na ALMT. 

“Comissão parlamentar de inquérito é como se o deputado virasse um delegado de polícia, ele conduz o inquérito. Ninguém fala que o trabalho de um delegado de polícia termina em pizza, porque o inquérito é encaminhado para autoridades que têm a legitimidade e a prerrogativa de dar seguimento, podendo fazer uma ação penal depois”, esclarece Barros. “O resultado mais concreto que uma CPI poderia entregar seria a mudança na legislação. Muito do que existe na lei dos consignados hoje, por exemplo, são deduções da CPI dos Consignados”, conclui.



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