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Corregedoria Participativa ouve servidores da comarca de Vera

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O Programa Corregedoria Participativa chegou nesta quarta-feira (1º de março) na Comarca de Vera (distante 458 km ao norte de Cuiabá). Servidores apresentaram ao corregedor-geral, desembargador Juvenal Pereira da Silva, e equipe da CGJ-MT diversas demandas com intuito de melhorar o atendimento aos usuários dos serviços do Judiciário.
 
“É muito prazeroso a gente ver que de cima estão olhando para as nossas demandas. A nossa realidade nem sempre é fácil, então é de grande valia ter o olhar da Corregedoria aqui dentro”, disse a gestora-geral do Fórum, Lubna Lopes.
 
Conforme o corregedor esse é o objetivo do Programa: ouvir os anseios dos servidores. “Estamos aqui para colher informações dos servidores e sociedade. Colher sugestões para que possamos melhorar a nossa prestação jurídica e atender com excelência os munícipes que dependem do Poder Judiciário”, disse.
 
Aos servidores, a juíza auxiliar da CGJ-MT, Christiane da Costa Marques Neves falou sobre o Sistema Nacional de Adoração (SNA) e sobre as medidas protetivas para as mulheres no município. “Também estamos aqui para visitar as casas de acolhimento e acompanhar a realização ou não dos juris”, explicou.
 
O juiz auxiliar da CGJ-MT, Emerson Luís Pereira Cajango, lembrou da época em que passou rapidamente pela comarca. Ele explicou ainda sobre as correições que ocorrem em conjunto com o Corregedoria Participativa. “Agora retorno a esta comarca para realizar a atividade correcional. Temos a obrigação de fazer, conforme determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já fizemos em dez unidades somente neste ano de 2023. Vamos verificar a regularidade dos processos, o andamento das metas, checar como está a saúde da comarca. E também ouvi-los”, disse.
 
O magistrado Victor Lima Pinto Coelho, da Vara Única de Vera, agradeceu a presença e enalteceu a gestão atual do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, bem como os servidores que atuam no Fórum. “Estou aqui há pouco mais de seis meses e estamos colocando tudo em dia. Priorizamos os processos mais antigos e visamos atender ao jurisdicionado de uma forma mais qualitativa. Um despacho sem efetividade não resolve”, comentou.
 
Após o encontro com os servidores o corregedor-geral e a juíza Christiane foram recebidos pelo prefeito, Moacir Giacomelli, e pela procuradora de Vera, Cláudia Rosane Cristianetti Ferreira Romani. “É um prazer tê-los aqui e poder tratar de temas que interferem no dia-a-dia da população”, comentou o prefeito.
 
Na sequência, a equipe foi recebida pelo novo promotor de Justiça de Vera, Daniel Luiz dos Santos. “O Corregedoria Participativa é, sem sombra de dúvidas, uma iniciativa que nos aproxima. Debater temas em conjunto, abrir espaço para o diálogo e para ações construtivas entre os poderes é o caminho para resolvermos muitas questões”, disse o promotor.
 
#Paratodosverem Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da imagem: primeira imagem: foto horizontal colorida. O corregedor está em pé, ao centro, em frente ao Fórum da Comarca de Vera, rodeado por servidores.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Imprensa da CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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