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Corregedoria capacita mais de 250 gestores judiciários sobre Painéis Ciência de Dados

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A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-MT), por meio do Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (Dapi), ofertou para todos os gestores judiciários uma capacitação presencial voltada para os Painéis Ciência de Dados (OMNI). O treinando visa a melhoria na qualificação dos dados de acordo com os incisos do Prêmio CNJ de Qualidade, no Eixo Dados & Tecnologia e foi uma das soluções ofertadas pela CGJ para colaborar com a melhora dos indicadores de performance do Primerio Grau.
 
Ao todo, 255 gestores judiciários foram capacitados na Escola dos Servidores, que fica no anexo Des. António de Arruda, em Cuiabá. Os servidores foram distribuídos em 16 turmas. “Nós treinamos todos os gestores de todas as unidades do Estado. Eles conheceram as regras do prêmio, como acompanhar o painel, o alinhamento de dados e como checar a produtividade das unidades no tange os dados e tecnologia”, explicou a diretora do Dapi, Renata Bueno. “Agradecemos o empenho da Administração, que entendeu a importância desse curso e não mediu esforços para realizá-lo.”
 
O corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva e o coordenador da Corregedoria, Flávio Paiva, participaram do encerramento do treinamento das turmas 7 e 8, na Escola dos Servidores. “A nossa meta é seguirmos melhorando de forma contínua até alcançarmos o Selo Diamante. Aprimorar a qualidade dos dados é um importante passo para conquistarmos esse feito. Tenho certeza que todos que participaram e se empenharam em buscar conhecimento poderão replicar esses ensinamentos em suas comarcas”, avaliou o corregedor.
 
O gestor judiciário da Vara Única de Cláudia, Oscar Trindade, afirmou que a capacitação presencial foi de extrema importância. “Acredito que vai fazer muita diferença, já que estamos tendo essa chance de ver item por item as alíneas do prêmio e como é possível fazer essa qualificação dos dados. Essa prática vai ser essencial para replicar na comarca”, declarou.
 
O Prêmio CNJ de Qualidade contempla todos os tribunais, com exceção do Supremo Tribunal Federal (STF). Em 2023, a premiação foi entregue em dezembro, durante o 17º Encontro Nacional do Poder Judiciário, evento realizado anualmente pelo CNJ, que tem por principal objetivo reunir os presidentes de todos os tribunais brasileiros para definição das Metas Nacionais.
 
A premiação, criada em 2019 em substituição ao Selo Justiça em Números, destaca, por meio do acompanhamento das políticas judiciárias, as principais ações dos tribunais brasileiros nos eixos governança, produtividade, transparência, dados e tecnologia. Agora na sexta edição, há a incorporação de novos critérios de avaliação e os tribunais dos cinco segmentos de Justiça.
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Foto 1: Imagem colorida. Participantes do treinamento posam ao final do curso. Há pessoas em pé e outras agachadas. Ao fundo aparece o céu e ao lado esquerdo da imagem as bandeiras do Brasil e de Mato Grosso.
 
Gabriele Schimanoski
Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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