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Corregedor da Justiça recebe comitiva do interior e anuncia atuação de juíza em Araputanga

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O corregedor-geral da Justiça, desembargador José Zuquim Nogueira, recebeu uma comissão de prefeitos, advogados e representantes de deputados e vereadores da região oeste de Mato Grosso que solicitou a indicação de um magistrado para a Comarca de Araputanga (345 km a oeste de Cuiabá), que também atende aos municípios de Reserva do Cabaçal (387 km a oeste) e Indiavaí (367 km a oeste).
 
A alegação da comitiva, destacada pelos advogados, é a de que a lotação de um juiz, ou juíza, como titular dessa unidade judicial vai contribuir para a melhoria da prestação jurisdicional diante do constante aumento de demandas judiciais.
 
Sensibilizado com essa situação, o corregedor informou à comissão que até a última semana de agosto será designada uma vaga, por meio de remoção, para magistrado como titular da Comarca. E para suprir as demandas, diante das necessidades de Araputanga, até a conclusão do processo de remoção, e garantir mais eficiência no atendimento à população, o desembargador José Zuquim designou a juíza Cristiane Padim da Silva para atuar na unidade de forma remota a partir desta terça-feira (09 de agosto).
 
Além de atender de imediato a solicitação da comitiva, o magistrado informou que outra ação que pode ser desenvolvida na região é por meio dos Postos Avançados de Atendimento Digital (Paad), cuja função é ampliar a presença física do Poder Judiciário com auxílio de parcerias com instituições públicas e privadas, possibilitando, principalmente, o acesso aos serviços judiciários pela população de excluídos digitais.
 
José Zuquim também anunciou a atuação na região dos juízes do Núcleo de Atuação Estratégica (NAE), que tem como objetivo reduzir a Taxa de Congestionamento líquida do Primeiro Grau do Judiciário mato-grossense. No período de 09 de maio a 14 de junho, de acordo com o corregedor-geral, o NAE produziu 7.768 sentenças, uma média de 250 por dia.
 
E Nesse mesmo tempo, conforme dados do Núcleo, foram elaboradas ainda 2.794 decisões interlocutórias, 331 despachos, 4.078 sentenças de conhecimento com mérito, 3.238 sentenças de conhecimento sem mérito e 213 acordos homologados. Além disso, o NAE em conjunto com as unidades receberam 12.523 novos processos e baixaram 16.780 atos.
 
“Estamos muito satisfeitos. A reunião foi excelente, bem proveitosa e importante para a sociedade”, disse o prefeito de Araputanga, Enilson Rios, que atuou na década de 90, como servidor no Fórum do município.
 
A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – Seccional de Mato Grosso, Gisela Cardoso, acompanhada do diretor-tesoureiro da autarquia, Helmut Daltro, agradeceu a sensibilidade do desembargador José Zuquim Nogueira os pedidos feitos pela OAB-MT. “Isso significa também atender a sociedade local, que é nosso objetivo em comum”, sinalizou a advogada.
 
A reunião contou com a participação também do juiz-auxiliar, Emerson Luís Pereira Cajango, e do coordenador da Corregedoria-Geral da Justiça, Flávio de Paiva Pinto.
 
#ParaTodosVerem: esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Fotografia colorida com os integrantes da reunião. Várias pessoas sentadas ao redor de uma mesa. Na cabeceira, o corregedor de terno azul e gravata vermelha escura e, ao lado direito, a presidente da OAB-MT, de blusa branca, e ao lado esquerdo, o juiz-auxiliar.
 
Ranniery Queiroz
Assessor de imprensa da CGJ
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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