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Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social do TCE-MT define plano de ações para 2023

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Foto: Tony Ribeiro/TCE-MT

Sob presidência do conselheiro Guilherme Antonio Maluf, a Comissão Permanente de Saúde e Assistência Social do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) definiu o Plano de Ações para 2023. 

Para a área social, o planejamento inclui duas grandes ações, sendo uma voltada à capacitação referente ao planejamento e execução orçamentária dos municípios e a outra que consiste no mapeamento da fome no estado. 

“Observamos, na prática, que muitos municípios não sabem aplicar nem preveem os recursos para área no orçamento. Então, vamos capacitar os responsáveis por essa área para que cumpram esse papel de forma adequada e, assim, vamos poder executar as políticas públicas que hoje estão muito aquém do ideal e os municípios estão devolvendo dinheiro da área social”, explicou o conselheiro.

Ainda conforme Maluf, as capacitações serão promovidas em parceria com a Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), com as associações de primeiras-damas e com a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania de Mato Grosso. 

“Além disso, iremos fazer um diagnóstico da situação da fome em Mato Grosso. Vamos criar critérios para construir um mapa da fome, como forma de contribuir com as gestões municipais, para que os prefeitos saibam a real situação e onde atuar”, salientou o conselheiro.

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Na área da saúde, a assessora jurídica de gabinete Paola Freitas destacou o levantamento que será realizado no Sistema de Regulação dos exames e consultas do estado. “O objetivo é identificar as fragilidades, incongruências, dificuldades que o estado tem nos agendamentos e propor melhorias que vão facilitar a comunicação do estado com o cidadão e do cidadão com o estado”.

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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