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Comissão Judiciária de Adoção de Mato Grosso participa de encontro nacional

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A Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja) do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT) participou da 23ª Reunião do Conselho das Autoridades Centrais Brasileiras para Adoção Internacional de Crianças e Adolescentes (CACB) realizada em Curitiba (PR). Liderada pelo desembargador Paulo da Cunha, vice-presidente da Ceja, pela juíza auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do TJMT, Christiane da Costa Marques Neves e pela secretária-geral da Ceja, Elaine Zorgetti Pereira, a Comissão de Mato Grosso interagiu e trocou informações sobre feitos em várias partes do país.
 
O encontro que reuniu Cejas de todos os tribunais é ligado à Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Na oportunidade o Grupo de Trabalho indicou recomendações e resoluções do CACB; houve debate sobre procedimentos relativos à adoção internacional no Brasil; deliberações sobre local e temas da próxima reunião e aprovação da ata da 23ª reunião plenária.
 
O Decreto nº 3.174/1999 determina que o processamento das adoções de crianças brasileiras para o exterior, bem como a habilitação de residentes no Brasil para adoção no exterior, é de responsabilidade das autoridades centrais do Estado (Ceja/Adoção Internacional). As reuniões para tratativas do tema de adoção internacional são realizadas semestralmente.
 
“A importância de um encontro desses é conhecer e trocar experiências sobre como são desenvolvidos, além da padronização dos procedimentos de adoção. Aqui conhecemos melhor as atividades realizadas por todas as Cejas do Brasil. Todos imbuídos do propósito de conseguir um lar para as crianças que necessitam. Hoje não temos habilitados estrangeiros em nossa Ceja, mas podemos consultar a lista dos pretendentes para as crianças de Mato Grosso”, disse Elaine, que apresentou as atividades, programas e projetos desenvolvidos pela comissão de Mato Grosso. “Ressaltei nosso projeto de Busca Ativa. Temos muita esperança de que cada vez mais os perfis sejam visualizados e que consigamos uma família para cada um destes adolescentes”, concluiu uma das secretárias-gerais mais experientes, com 11 anos de atuação ininterruptos.
 
O desembargador Paulo da Cunha, que é vice-presidente da Ceja de Mato Grosso, representou o presidente, atual corregedor-geral da Justiça do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. Ele ressaltou a acolhida dos colegas do Paraná e a importância da natureza do evento que sempre rende bons frutos no trabalho junto às crianças.
 
#Para cego ver. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão de pessoas com deficiência visual. Descrição das imagens. Foto 1. Um imenso salão. À frente um telão projeta imagens do evento. Na plateia muitos participantes olham para a tribuna logo à frente.
Foto 2. A secretária-geral apresenta relatório de atividades de Mato Grosso para demais participantes. Ao seu lado, outras secretárias e ano telão mais acima outros participantes acompanham.
Foto 3. A juíza ao lado do desembargador em suas mesas, à frente uma pequena bandeira de Mato Grosso.
 
Ranniery Queiroz
Assessoria de imprensa CGJ-MT
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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