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Comarca de Colíder destina recursos de prestação pecuniária para 4 projetos sociais

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A comarca de Colíder (650 km ao norte) destinou R$ 34.996,77 a quatro projetos sociais. Os recursos são provenientes do pagamento de prestações pecuniárias, que são valores em dinheiro estabelecidos no caso das transações penais ou suspensão condicional de processos. Na última segunda-feira (08/05), o juiz da 3ª Vara, Maurício Alexandre Ribeiro, realizou a entrega dos valores, de forma simbólica, no Fórum do município.
 
Segundo o magistrado os recursos são provenientes de ações penais que tramitaram na 3ª Vara. “São benefícios concedidos por lei e que ajudarão essas instituições e a comunidade de Colíder. Uma comissão analisou os projetos que participaram do edital e selecionou as quatro entidades”, explicou.
 
As instituições beneficiadas foram: a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Colíder por conta dos projetos – Fonoaudiologia na Escola, Inclusão e Cidadania e Mente Saudável com o valor de R$ 11.548,94. A Lions Clube pelo projeto Sightfirst de atendimento oftalmológico no montante de R$ 11.548,94. O Conselho da Comunidade com o valor de R$ 6.649,39 e a Associação dos Amigos em Defesa dos Animais de Colíder (AADAC) pelo projeto resgates de animais, que recebeu a quantia de R$ 5.249,50.
 
“Esse valor ajudará na contratação de um psicólogo, fonoaudiólogo e um professor de matemática. Sabemos que não são profissionais fáceis de ter, mas que farão muita diferença no nosso dia a dia”, disse o diretor da APAE, Givanildo Bispo.
 
Larissa Klein
Assessoria de imprensa CGJ-TJMT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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