MATO GROSSO
Comando Geral da PM promove encontro inclusivo com pessoas com TEA
MATO GROSSO
A comandante-geral adjunta, coronel PM Francyanne Siqueira Chaves, destacou a importância dessa iniciativa inédita como forma de incluir pais com filhos atípicos da instituição em um momento de descontração, inclusão, de amor ao próximo, além de conscientizar as pessoas sobre o TEA.
“Essa é uma oportunidade para conhecer um pouco mais da luta em prol dos autistas e também saber como essas pessoas estão sendo cuidadas e inseridas na sociedade. É muito importante levarmos informação sobre o Transtorno do Espectro Autista, sobre os cuidados, as características e de como agirmos diante de uma pessoa atípica. A inclusão é a chave para formarmos uma sociedade mais igualitária”, disse.
Durante a programação, as unidades especializadas da Polícia Militar, Raio, Cavalaria, Ambiental, Rotam, Força Tática, Trânsito, Ciopaer e Gefron trouxeram expositores apresentando um pouco de sua modalidade, equipamentos e armamentos utilizados no dia a dia durante combate.![]()
A primeiro sargento Silma, trouxe o filho Lucas, de 14 anos, para conhecer um pouco do trabalho da instituição. Ele contou desafios que já passou com o filho, diante do preconceito e falta de informação das pessoas. “Tivemos o diagnóstico dele aos dois anos e desde então o caminho tem sido árduo, principalmente em lidar com pessoas que não entendem ou não buscam informação, mas aos poucos vamos vencendo esse preconceito”, contou.
Integrante da Associação de Amigos dos Autistas, Neurodiversos e Pessoas com Doenças Raras de Mato Grosso (Amand-MT) e da Rede Adventista de Apoio à Família Autista (RAAFA), a servidora aposentada Irene Auxiliadora, mãe do Tobias, de 25 anos, compartilhou que percebeu o comportamento diferenciado do filho a partir do primeiro ano de vida.![]()
“Na época, não tínhamos tantas informações sobre o TEA e as dificuldades eram ainda maiores, mas hoje, aos poucos, vamos mudando essa realidade e conquistando mais direitos e espaços às crianças atípicas. O importante é combater o preconceito com informação. A Polícia Militar está de parabéns por essa inclusão”, afirmou.
A defensora pública, Rosana Leite, também ressaltou a importância do trabalho conjunto com a Polícia Militar. “Esse momento de integração mostra que de fato devemos servir ao público e mostrar um outro lado das instituições. Sem dúvida nenhuma essa manhã ficará guardada na memória dessas crianças que também sonham em seguir uma carreira profissional seja militar ou não”, ressaltou.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas
Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.
“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.
“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.
A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”
O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.
Desenhos à mão
Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.
As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.
A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”
Inclusão
Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.
Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.
A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.
“A linguagem deles”
Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.
“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.
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