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Centro Especializado atende vítimas de qualquer tipo de violência, no Fórum de Cuiabá

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Durante a 24ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) – entre os dias 14 e 18 de agosto, o Centro Especializado de Atendimento às Mulheres Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) em parceria com a Coordenadoria Estadual da Mulher (Cemulher-MT), realizou a Feira de Oportunidade, no Fórum de Cuiabá.
 
Em dois dias de evento, foram realizados 166 atendimentos que incluíram serviços como cortes de cabelo, massagem, acupuntura, exames laboratoriais, emissão de documentos, além de orientação jurídica da Defensoria Pública do Estado e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT). Puderam participar as mulheres que passaram por audiências nas 1ª e 2ª Varas Especializadas em Violência Doméstica e Familiar, da capital. Uma equipe da Patrulha Maria da Penha também participou do evento.
 
O Centro Especializado funciona no Fórum e faz o acolhimento da vítima de crimes de qualquer natureza, e se necessário de familiares, que tenham sofrido danos físicos, psicológicos, patrimoniais ou morais. Funciona há um ano e foi o primeiro a entrar em atividade no país. Nos sete primeiros meses deste ano, já foram realizados mais de 1.400 atendimentos, em sua maioria mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.
 
Uma equipe multidisciplinar, formada por psicóloga e assistente social, faz o primeiro atendimento e os encaminhamentos necessários, além do acompanhamento pelo período necessário.
 
“O Centro não tem vínculo com processos. Qualquer pessoa que tenha sido vítima de crime, de qualquer natureza, pode nos procurar que auxiliaremos da melhor maneira possível, com encaminhamentos em diversas áreas. O atendimento é individualizado”, explica a psicóloga, Bárbara Santana da Silva.
Ela conta que o Centro recebe vítimas que vem para audiências ou de forma espontânea porque ficaram sabendo sobre o atendimento. “Já aconteceu de uma escola encaminhar uma pessoa que tinha sofrido agressão”, conta Bárbara.
 
As pessoas assistidas são encaminhadas para diversas instituições públicas e privadas (em parceria), como para o Sistema Único de Saúde (SUS), Universidade de Cuiabá (Unic), Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), para tratamentos odontológicos, psicológicos, psiquiátricos, dentre outros, além do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), que é especializado em acolher mulheres vítimas de violência e tem atendimento de psicoterapia e Centro de Especialidades Médicas (CEM), de Cuiabá.
 
No Centro, há o acolhimento de crianças e adolescentes também. “Quando a mãe vem para a audiência os filhos podem ficar conosco. Temos uma brinquedoteca, doces, livros, televisão. As crianças vítimas de violência são acolhidas pelo ambiente. Nós conversamos com os pais ou responsáveis para saber do que a criança precisa para decidirmos o encaminhamento”, diz a psicóloga.
 
O Centro atende o estabelecido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio das Resoluções 253/2018 e 386/2021, e foi instituído pela Portaria TJMT/PRES nº 647 de 1º de julho de 2022.
 
Feedback – A assistente social, Francisca de Paula da Silva Bezerra, lembra-se de uma mulher, vítima de violência doméstica, que conseguiu mudar de vida e encontrar a paz após orientações e encaminhamentos do Centro Especializado. “Ela é funcionária pública e não via alternativa senão ficar casada porque não podia deixar o emprego. Orientamos ela sobre o seu direito de pedir transferência para outra cidade, baseada na Lei Maria da Penha. Hoje ela mora longe de Cuiabá, está com as filhas e recomeçou a vida longe do ex-marido e da violência”, conta Francisca.
 
Ela continua sendo acompanhada pela equipe e enviou uma mensagem contando como está, a pedido da reportagem.
 
“Devido à situação de perseguição, coação, humilhação que sofri por vários anos, tomei a decisão da mudança. A melhor coisa que eu fiz. Hoje tenho paz, graças a Deus! Eu e as meninas estamos bem. Agradeço imensamente o papel importantíssimo que Bárbara, Francisca e todo o pessoal do Centro fez por mim. Me deram informações preciosas e foram extremamente acolhedoras. Só tenho a agradecer.”
 
Semana da Justiça pela Paz – A Semana da Justiça pela Paz em Casa é realizada três vezes ao ano nos meses de março, em alusão ao Dia da Mulher, em agosto, por ocasião do aniversário da Lei Maria da Penha, e em novembro, em comemoração ao dia 25, quando a ONU instituiu o “Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra a Mulher”.
 
Em todo o país são realizados mutirões para o julgamento de processos das Varas Especializadas em Violência Doméstica e Familiar, além da realização de palestras em escolas e oferta de serviços e orientação jurídica às vítimas de violência doméstica e familiar. Em Mato Grosso, as 79 comarcas trabalharam durante toda a semana em regime de mutirão para dar celeridade e resolutividade aos processos que tratam de violência contra as mulheres.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova projetos de apoio à agricultura familiar, saúde e educação em sessão ordinária

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou, durante sessão ordinária realizada nesta quarta-feira (21), projetos voltados à agricultura familiar, saúde, educação e assistência social. Entre os destaques estão medidas de apoio aos produtores de queijo artesanal e à cadeia do leite.

Uma das principais discussões envolveu o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) nº 5/2026 , de autoria de Gilberto Cattani (PL), que susta os efeitos de decreto do Poder Executivo relacionado à regulamentação de produtos lácteos artesanais. Segundo o parlamentar, as regras dificultam a atividade das pequenas queijarias e aumentam os custos de comercialização.

Em entrevista concedida antes da sessão, Cattani afirmou que a regulamentação promoveu uma redistribuição tributária que estaria “penalizando os artesanais, ou seja, o pequeno produtor, a pequena queijaria, e beneficiando as grandes indústrias”. O líder do governo, Dilmar Dal Bosco (União), chegou a pedir vista da proposta, mas devolveu a matéria durante a sessão, permitindo sua aprovação por unanimidade. Da mesma forma, foi aprovado o PDL nº 1/2026 , também de Cattani, que susta a obrigação de envio mensal de dados sobre produção, industrialização e comercialização por agroindústrias familiares e de pequeno porte. 

O plenário aprovou ainda, em segunda votação, o Projeto de Lei (PL) nº 554/2025 , que altera critérios de representatividade dos produtores na administração do Fundo de Qualidade, Produtividade e Segurança Alimentar do Leite. 

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Por outro lado, foi rejeitado o PL nº 347/2022 , de autoria de Gilberto Cattani, que buscava facilitar o acesso à posse e ao porte de armas de fogo para mulheres vítimas de violência doméstica com medidas protetivas judiciais. Com a rejeição, a proposta segue para arquivamento. A matéria tinha parecer contrário da Comissão de Constituição, Justiça e Redação.

Saúde e educação— Entre as matérias incluídas na ordem do dia, os deputados aprovaram, em primeira votação, o PL nº 336/2026 , de Fábio Tardin (Pode), que garante a oferta de toucas hipotérmicas para reduzir a queda de cabelo de pacientes submetidos à quimioterapia na rede estadual. 

Na área de educação, o plenário aprovou o PL nº 1888/2025 , de Janaina Riva (MDB), que prevê a inclusão da carne suína na merenda escolar, com alternativa para estudantes com restrições alimentares. Foi acatada a Emenda nº 1 à proposta. Os deputados também aprovaram o PL nº 1975/2024 em segunda votação. A proposta institui uma campanha de desconexão das telas digitais, incentivando a redução do uso excessivo de celulares e redes sociais. “O nosso objetivo agora é criar uma campanha de desconexão das telas digitais e reforçar o trabalho que a escola vem fazendo, principalmente nas atividades extracurriculares”, afirmou Silva.

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Outras deliberações— Entre os projetos aprovados estão ainda o PL nº 4/2025 (segunda votação), de Eduardo Botelho (União), que institui a Política Estadual de Combate à Fome; o PL nº 619/2026 (primeira votação), de Max Russi (Podemos), que cria o Dia Estadual do Professor Indígena; e o PL nº 175/2025 (segunda votação, nos termos do Substitutivo nº3 ), também de Russi, sobre conectividade em comunidades indígenas e quilombolas.

Também foi aprovado, em primeira votação, o PL nº 1123/2026 , do Executivo, que autoriza a doação à União da Gleba Pelissoli II, em Santa Terezinha, para fins de regularização fundiária. 

Já o PL nº 795/2026 , que autoriza a contratação de empréstimo de R$ 1,5 bilhão junto à Caixa Econômica Federal, foi retirado de pauta a pedido da liderança do governo. Também houve pedido de vista de Wilson Santos (PSD) em proposta que altera a delimitação da Área de Proteção Ambiental (APA) de Chapada dos Guimarães.



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