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Casais de Sorriso formalizam união em casamento comunitário promovido pelo fórum

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A equipe do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) da Comarca de Sorriso (420 km ao norte de Cuiabá) promoveu, no final de maio, o casamento comunitário de 41 casais que já possuíam união estável, em uma cerimônia que contou com ambiente decorado, confraternização para familiares e amigos dos noivos e com as presenças de um diácono da igreja Católica e de um pastor evangélico, que proferiram palavras de orientação e bênçãos aos casais, além do juiz coordenador do Cejusc Anderson Candiotto e servidores. O evento ocorreu no plenário do Fórum daquela comarca.
 
Os 41 casais, cada um com sua história, eram de várias faixas etárias, desde os que estão juntos há pouco tempo até aqueles que já construíram uma vida e chegaram juntos à melhor idade. Dentre eles, a empregada doméstica Ana Verônica Santos Souza e o pedreiro Elias Benedito da Silva, que estavam juntos há dois anos e ainda não haviam realizado o casamento por questões financeiras, até que uma conhecida de Ana Verônica lhe falou sobre a oportunidade e a orientou a buscar o serviço, que foi prestado de maneira célere.
 
“Fui até o fórum, o rapaz me passou toda a documentação que precisaria. Eu peguei o documento do meu esposo e o meu e dei entrada. Eu achei que ia esperar uns dois ou três meses para ser chamada, mas já saí de lá sabendo que em maio seria o casamento”, relata Ana Verônica.
 
Ela conta ainda que o evento superou suas expectativas, concretizando o sonho que ela tinha de se casar com a comemoração que o momento merece. “Por ser um casamento comunitário, eu achei que simplesmente todo mundo iria lá e assinar, que alguma pessoa de uma religião iria lá falar sobre a questão do matrimônio e pronto. Mas não. Foi uma recepção muito calorosa, muito top! Teve bolo, mesa para tirar foto, cada um tinha o seu momento para tirar a foto para guardar. Eles fizeram todo um cenário, foram muito gentis”, relata.
 
O marido de Ana Verônica, Elias Benedito da Silva, classifica o casamento comunitário como “uma experiência maravilhosa”. “Fizeram uma surpresa para nós, com festa, com bolo, uma confraternização maravilhosa! Eu agradeço a Deus por esse momento que eu passei e agradeço ao pessoal que fez essa organização. Que Deus abençoe! Sou muito grato a vocês por fazer para nós esse casamento maravilhoso”, diz.
 
O juiz Anderson Candiotto, da 5ª Vara Cível Especializada de Ações de Família, Sucessões, Infância e Juventude de Sorriso, explica que o Cejusc daquela comarca realiza de maneira contínua a conscientização sobre a possibilidade de conversão da união estável em casamento, cuja certidão sai com data retroativa à que o casal entende ser o início da vida a dois, visando garantir os direitos em relação a bens, pensão, entre outros. “Todo mês nós recebemos pedidos sobre isso. E para realizar um momento especial, nós esperamos três meses de pedidos para dar um plenário cheio no fórum e fazer essa festa grandiosa, com mais de 200 pessoas, preparada com muito carinho, com muita dedicação para eles, um ambiente festivo e decorado para que eles pudessem convidar os seus familiares e tornar esse momento tão especial em um momento memorável nas vidas deles”, diz, complementando que o serviço é totalmente gratuito.
 
Saiba mais – Para converter a união estável em casamento, é preciso que as partes convivam no mínimo por um ano juntas. Basta levar ao Cejusc as cópias dos documentos pessoais dos noivos e duas testemunhas.
 
Os documentos necessários do casal são: fotocópias do RG, CPF, certidão de nascimento atualizada (90 dias), certidão de nascimento dos filhos, atestado de frequência escolar dos filhos, comprovante de residência. Caso uma das partes tenha sido casada, é necessária a certidão de casamento com a averbação do divórcio.
 
 
#Paratodosverem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para inclusão das pessoas com deficiência visual. Primeira imagem: Foto do plenário do fórum de Sorriso lotado de casais que se casaram e seus convidados ouvindo o sermão do diácono, que pregava no palco decorado com arranjos de flores brancas e amarelas. Segunda imagem: o casal Ana Verônica e Elias posa para a foto em pé, sorrindo e abraçados de lado, em frente a uma mesa decorada com um bolo de casamento com os bonequinhos dos noivos no topo, flores e corações e, atrás deles, um painel decorado com uma cortina branca e flores grandes de papel nas cores vermelho, dourado e branco. Ana Verônica é uma mulher negra, com cabelo cacheado e preso, usando um vestido branco de alça e laço no colo. Elias é um homem pardo, de cabelo e barba grisalhos, usando calça jeans escura e camisa social azul clara. Terceira imagem: Um casal de idosos está em pé em frente a uma mesa com documentos. A senhora, que usa vestido na cor púrpura e óculos de grau, está assinando a certidão de casamento. O senhor está ao lado vestido com uma camisa social azul marinho e com os braços para trás. Outro idoso está atrás deles, testemunhando o momento. Ao fundo, casais estão sentados no plenário do fórum.
 
Celly Silva
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 
 
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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