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Carta de compromisso garante funcionamento da escola até construção de nova sede

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Uma carta de compromisso assinada entre o secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto, e o prefeito de Cáceres, Francis Maris, pôs fim ao imbróglio criado sobre a cedência do prédio do Caic do município para o funcionamento da Escola Estadual Criança Cidadã no local.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) passa a locar o prédio durante o ano de 2016 e o município doará uma área para abrigar a unidade escolar. Conforme Permínio, a nova escola será construída em um ano e passará a funcionar em 2017. A escola conta com 750 alunos matriculados no ensino fundamental.  

Nesta sexta-feira (04.12) um técnico da Seduc vai até Cáceres para avaliar o imóvel e fundamentar o contrato de locação. A área a ser doada pela Prefeitura de Cáceres fica de frente ao Caic.  “Acabou o imbróglio”, disse o prefeito durante reunião no gabinete do secretário de Educação, que contou também com a participação da secretária de Educação do município, Nelci Longhi.

A Seduc mantém a oferta de vagas na unidade para o próximo ano letivo. Para isso, a exemplos das demais escolas, o processo de cadastro para as matrículas está regulamentado junto ao Sistema Integrado de Gestão Educacional (Sigeduca).

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O secretário reafirmou que o direito à educação dos alunos está garantido. Acrescentou ainda que está aberto ao diálogo com movimentos organizados, estudantes, comunidade e profissionais da educação.

Também ficou acertado que o contrato para a locação do imóvel, até então cedido, será assinado na próxima semana.  A área que será doada tem oito mil metros quadrados. A escola terá 12 salas de aulas e mais espaços destinados à gestão, refeitório, cozinha, entre outros. 

Fonte: GOV MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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