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Campanha “Todos por Elas” é lançada em Rondonópolis com adesivaço e palestra para caminhoneiros

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Um café da manhã com palestra, panfletagem e adesivagem de carros e caminhões marcou a abertura da 2ª edição da campanha “Todos por Elas” na manhã dessa segunda-feira (04 de março), no posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF), na BR-364, km 211, em Rondonópolis (215 km de Cuiabá).
 
O objetivo é conscientizar a sociedade, mas principalmente os homens, para o combate à violência doméstica contra a mulher e a violência e abuso sexual contra crianças e adolescentes. A desembargadora Maria Aparecida Ribeiro, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (CeMulher) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) esteve presente no evento.
 
A iniciativa da campanha é do Poder Judiciário de Mato Grosso e a realização é da Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Rondonópolis, com o apoio da CeMulher e participação de parceiros como o Poder Público Municipal de Rondonópolis, Polícia Rodoviária Federal (PRF), SEST SENAT (Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte) e Sindicato dos Trabalhadores no Transporte Terrestre de Rondonópolis e Região (STTRR).
 
A estratégia principal é angariar a cooperação do público masculino. Para tanto, os encontros para adesivagem, panfletagem e palestras acontecem em ambientes onde há predominância de homens, como os meios militares e de transporte.
 
ATIVIDADES – Durante todo o mês de março, alusivo às mulheres, atividades como pit-stop nas áreas mais movimentadas da cidade com adesivagem de veículos, panfletagem, palestras e arrecadação de alimentos serão realizadas em Rondonópolis.
O próximo encontro, que além de adesivagem terá palestra, está marcado para a próxima segunda-feira, 13 de março, no Batalhão da Polícia Militar – 18º GAC (Grupo de Artilharia de Campanha) com a mesma programação para os militares.
 
Em sua fala de abertura, a juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica, Maria Mazarelo Farias Pinto, enfatizou a importância dos homens para que sejam multiplicadores de informações. Ela agradeceu a presença dos caminhoneiros e disse que eles têm o importantíssimo papel de levar a mensagem Brasil afora “porque vocês ouvindo e compartilhando essas orientações ajudam na prevenção dos crimes de violência doméstica e assim, freamos a orfandade das crianças vítimas do feminicídio.”
 
“Quando chega à mesa desta juíza, não há mais nada a se fazer a não ser julgar o processo e mandar o homem para o presídio. Quando o processo chega à mesa desta juíza, cadê a mulher? Ela já foi vítima psicológica, muitas vezes já tentou contra sua vida, já se mutilou. Os filhos já estão assumidos pelas drogas, pelo crime. Vítimas de violência física, mulheres deformadas. Já tive (processos de) mulheres deformadas no rosto, com faca, porque o homem não aceitava o término do relacionamento, como se mulheres fossem seu patrimônio. Vítimas de violência moral, que são chamadas de vagabundas e prostitutas. Violência sexual contra meninos e meninas, que precisamos combater e denunciar. E precisamos lembrar que o homem que agride a mulher não está bem. Ele precisa procurar ajuda no SEST SENAT, precisa de psicólogo, médico. Ele não está bem. A gente só produz fora o que está dentro da gente. Vamos nos curar”, finalizou a magistrada.
 
O representante da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de Rondonópolis, inspetor Francisco Élcio Lucena, disse que a campanha objetiva fazer pontes entre o transporte e todas as esferas públicas com a sociedade civil. “Ter engajamento para que juntos possamos divulgar, conscientizar e fazer com que as pessoas mudem o pensamento de que a violência é comum. Pelo contrário, a violência não deve acontecer. Nosso objetivo é envolver toda a sociedade organizada, especialmente a do transporte, junto com o Poder Judiciário, nessa grande campanha levando informação e conscientização para que as pessoas possam de fato nos ajudar, fazendo com que essa mensagem chegue em todos os rincões do nosso Estado.”
 
O inspetor da PRF, Audiney Rocha falou sobre a importância da conscientização dos homens para que retransmitam a mensagem e para que tenham consciência de que “o combate à violência contra a mulher, crianças e adolescentes depende muito de nós mesmos, tanto na ação direta conosco, quanto em denúncias, quanto ao que vocês observarem que esteja acontecendo de diferente no seu entorno. Todos devem saber de algum caso, de alguma situação, de que aquele cidadão é violento com sua família. Denunciem, façam isso, vocês podem salvar vidas.”
 
PANFLETAGEM – O panfleto distribuído aos participantes descreve os tipos de violências contra as mulheres: psicológica, moral, sexual, física, virtual e patrimonial e destaca vários exemplos de cada uma delas. Também mostra quatro passos para proteger crianças e adolescentes do abuso sexual e os números de telefone 180 e 100 para denúncias de qualquer natureza contra mulheres, crianças e adolescentes. A ligação é gratuita e a denúncia é anônima.
 
Participaram do evento também o presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Terrestre de Rondonópolis e Região (STTRR), Afonso Aragão; a representante do SEST/SENAT, Cláudia Maria Tedesco; da Secretaria de Ação Social do município, Fabiana Frederico Rizati Peres, além de servidores do PJMT, policiais da PRF e caminhoneiros.
 
#Paratodosverem
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Descrição da foto 1: No pátio da Polícia Rodoviária Federal de Rondonópolis, a juíza da Vara Especializada de Violência Doméstica, Maria Mazarelo posa para a foto ao lado de representantes do setor de transporte rodoviário e servidores da Secretaria de Ação Social do município.
 
Marcia Marafon
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Wilson Santos propõe túnel para travessia segura de capivaras entre Parque das Águas e ALMT

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Já se tornou comum deparar com grupos de capivaras nos gramados e chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os registros frequentemente chamam a atenção de servidores, visitantes e parlamentares, além de renderem imagens curiosas compartilhadas nas redes sociais. Essa presença inspirou o deputado estadual Wilson Santos (PSD) a propor o Projeto de Resolução nº 428/2024 que prevê a criação de passagens subterrâneas (ecodutos) destinadas à travessia segura de pequenos animais entre o Parque das Águas e a Casa de Leis.

O projeto foi apresentado em 2024 e aprovado em primeira votação no último dia 19 de maio. Ele agora cumpre pauta de cinco sessões para voltar à apreciação do plenário. 

Conforme o parlamentar, a medida vai além da proteção animal e, também, representa um investimento em segurança viária. “Com a aplicação da passagem subterrânea, além da proteção dos animais, especialmente das capivaras, serão evitados diversos acidentes provocados quando motoristas precisam desviar dos animais durante a travessia. Precisamos adotar medidas concretas para preservar a vida animal e oferecer mais segurança à população”, destacou.

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Um dos momentos que mais despertou atenção da população foi quando um grupo de capivaras foi flagrado no chafariz da ALMT como uma verdadeira “piscina”. Enquanto algumas se refrescavam na água, outras aproveitavam a grama do local para se alimentar. A cena reforçou a necessidade de medidas que garantam a convivência harmoniosa entre o ambiente urbano e a fauna silvestre.

Projeto –A passagem subterrânea deverá ser construída sob a camada asfáltica que separa o Parque das Águas da Assembleia Legislativa, permitindo que os animais realizem a travessia sem precisar cruzar a pista de veículos. A estrutura poderá ser executada em concreto armado, material cerâmico ou outro elemento que apresente resistência e segurança adequadas.

Wilson ressalta ainda que a iniciativa atende a uma preocupação crescente com a preservação ambiental em áreas urbanizadas. Para ele, a instalação das passagens subterrâneas representa uma solução prática e sustentável para reduzir a mortalidade da fauna local e fortalecer a consciência de proteção ao meio ambiente.

Caso aprovada, a proposta poderá transformar a região em uma referência de convivência entre desenvolvimento urbano, mobilidade e preservação da biodiversidade, garantindo que as capivaras tenham uma rota segura para circular entre os dois espaços.

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