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Campanha: Advogado usa drive thru para doar livros para projeto de ressocialização pela leitura

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Livros das áreas de Direito, Engenharia, Medicina e Biologia que acompanharam a formação do advogado Jorge Farias e de sua família foram doados para a campanha “Livro para ser livre – a Ressocialização pela leitura”, promovida pelo Judiciário mato-grossense em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil– Seccional Mato Grosso (OAB/MT) e Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).
 
O advogado realizou a entrega de cerca de 300 obras na tarde de segunda-feira (25), pelo sistema drive thru, instalado no estacionamento dos visitantes da sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). As obras passarão por uma triagem e as que forem selecionadas farão parte do acervo de livros disponibilizado em 43 unidades penais do Estado, entre cadeias e penitenciárias.
 
“Entendo que livro é uma forma de transmitir conhecimento. Ás vezes a gente adquire um livro, se beneficia com o ensinamento e ele se torna uma propriedade exclusiva. É algo muito egoísta”, avalia Jorge Farias. “Se no primeiro momento eu precisava do conhecimento, fui buscar através dos livros, consegui o que me era possível e me senti na obrigação de não reter esse conhecimento só comigo e através do livro repassar”, declara o advogado.
 
O advogado, com mais de 20 anos de atuação na área criminal na Capital, avalia que a ressocialização dos reeducandos é um trabalho essencial para o desenvolvimento da sociedade. “Eu conheço a realidade carcerária. Quem vai preso fica marcada pelo resto da vida por aquele erro. É um estigma muito ruim. Significa que ninguém merece uma segunda chance. As pessoas têm que se desprender do preconceito”, aconselha.
 
O jurista elogia a iniciativa do judiciário e parceiros para arrecadar livros e desenvolver projetos de ressocialização pela leitura nas unidades prisionais. “Eu vejo essa atitude como muito benéfica. Pois se o Estado não recupera o preso, o crime organizado vai cooptar”, alerta. “Quando alguém cai nesse submundo é muito mais prejudicial para a sociedade. Se o cidadão não quer ser cristão, ajudar o próximo, pelo menos veja pelo lado capitalista: o Estado investiu nessa pessoa, na saúde, educação, e outras áreas. Então busque o retorno do seu investimento”, sugere.
 
Arrecadação
 
A campanha de arrecadação de livros foi estendida e segue até dia 30 de novembro. Na Capital, além das doações pelo sistema drive thru, das 12h às 19h. Também é possível depositar os livros em caixas coletoras que estão dispostas na recepção central do TJMT, no restaurante, no Anexo Desembargador Antônio Arruda e na Escola dos Servidores.
 
Os pontos de coleta também foram instalados na recepção OAB-MT, da SESP-MT, da União das Faculdades Católicas de Mato Grosso (Unifacc MT) e da Igreja Batista Nacional do Cristo Rei, em Várzea Grande.
 
As comarcas também estão mobilizadas e há pontos de coleta espalhados pelos Fóruns de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres, Sinop, Sorriso, Diamantino, Barra do Garças, Tangará da Serra, Primavera do Leste e Rondonópolis.
 
Remição pela leitura
 
Os(as) reeducandos(as) têm o direito de ler 12 livros por ano e, com isso, garantir a redução de 48 dias de pena. A opção foi introduzida por meio da Recomendação n.44/2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e regulamentada pela Resolução CNJ 391/2021.
 
#Paratodosverem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: Foto vertical colorida da retirada dos livros da carroceria da caminhonete do advogado. Ao fundo vemos a fachada do Palácio da Justiça. Imagem 2: Foto vertical colorida do doador de livros concedendo entrevista.Foto 3: Arte da campanha nas cores azul e laranjado com as frases: Livro para ser livre – Tem livro sobrando ai? – Contribua com quem está querendo virar a página – Doe livros para recuperandos das unidades prisionais de Mato Grosso – Arrecadação até 30/11. Na base da arte estão os logos do Poder Judiciário, GMF, OAB-MT e SESP-MT.
 
Alcione dos Anjos/ Fotos Alair Ribeiro
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT
imprensa@tjmt.jus.br

Fonte: Tribunal de Justiça de MT

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Wilson Santos propõe túnel para travessia segura de capivaras entre Parque das Águas e ALMT

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Já se tornou comum deparar com grupos de capivaras nos gramados e chafariz da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Os registros frequentemente chamam a atenção de servidores, visitantes e parlamentares, além de renderem imagens curiosas compartilhadas nas redes sociais. Essa presença inspirou o deputado estadual Wilson Santos (PSD) a propor o Projeto de Resolução nº 428/2024 que prevê a criação de passagens subterrâneas (ecodutos) destinadas à travessia segura de pequenos animais entre o Parque das Águas e a Casa de Leis.

O projeto foi apresentado em 2024 e aprovado em primeira votação no último dia 19 de maio. Ele agora cumpre pauta de cinco sessões para voltar à apreciação do plenário. 

Conforme o parlamentar, a medida vai além da proteção animal e, também, representa um investimento em segurança viária. “Com a aplicação da passagem subterrânea, além da proteção dos animais, especialmente das capivaras, serão evitados diversos acidentes provocados quando motoristas precisam desviar dos animais durante a travessia. Precisamos adotar medidas concretas para preservar a vida animal e oferecer mais segurança à população”, destacou.

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Um dos momentos que mais despertou atenção da população foi quando um grupo de capivaras foi flagrado no chafariz da ALMT como uma verdadeira “piscina”. Enquanto algumas se refrescavam na água, outras aproveitavam a grama do local para se alimentar. A cena reforçou a necessidade de medidas que garantam a convivência harmoniosa entre o ambiente urbano e a fauna silvestre.

Projeto –A passagem subterrânea deverá ser construída sob a camada asfáltica que separa o Parque das Águas da Assembleia Legislativa, permitindo que os animais realizem a travessia sem precisar cruzar a pista de veículos. A estrutura poderá ser executada em concreto armado, material cerâmico ou outro elemento que apresente resistência e segurança adequadas.

Wilson ressalta ainda que a iniciativa atende a uma preocupação crescente com a preservação ambiental em áreas urbanizadas. Para ele, a instalação das passagens subterrâneas representa uma solução prática e sustentável para reduzir a mortalidade da fauna local e fortalecer a consciência de proteção ao meio ambiente.

Caso aprovada, a proposta poderá transformar a região em uma referência de convivência entre desenvolvimento urbano, mobilidade e preservação da biodiversidade, garantindo que as capivaras tenham uma rota segura para circular entre os dois espaços.

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