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Boas práticas do TCE-MT são apresentadas a Tribunais do Rio de Janeiro e Rondônia

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Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo, recepciona representantes do TCE-RO. Clique aqui para ampliar.

Uma série de boas práticas adotadas pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) foi apresentada a representantes dos Tribunais de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ) e de Rondônia (TCE-RO) ao longo da última semana. Entre as iniciativas destacadas estão o Sistema Radar e o modelo das mesas técnicas, que se tornou referência nacional na resolução consensual de questões complexas da gestão pública.

“Os Tribunais de Contas são as instituições mais importantes do Brasil, pois somos nós que fiscalizamos o dinheiro público. Aqui em Mato Grosso, o Tribunal tem chamado todo mundo para a mesa, para dialogar e encontrar caminhos. A busca de outros Tribunais por esse modelo de atuação reforça que estamos no caminho certo”, afirmou o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo.

Segundo o conselheiro-substituto do TCE-RO, Francisco Júnior Ferreira da Silva, as informações levantadas vão subsidiar a atuação do órgão no desenvolvimento regional sustentável. “Com apoio técnico, conhecemos o formato do controle externo exercido pelo TCE-MT. Foi uma visita muito proveitosa e nós trouxemos muitas informações que certamente vão ser aproveitadas no âmbito da nossa Secretaria de Políticas Públicas.”

Crédito: Thiago Bergamasco/TCE-MT
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Equipe do TCE-RO conhece Sistema Radar de Controle Público.

Além dele, o conselheiro Francisco Carvalho da Silva, o auditor Felipe Mottin Pereira de Paula e o assessor Guilherme Vilela ainda realizaram visita técnica à Comissão Permanente de Meio Ambiente e Sustentabilidade do TCE-MT, que também é liderada por Sérgio Ricardo, à Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) e à Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), para compreender a atuação do controle externo sobre esses setores.

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Já as servidoras da Secretaria Geral de Controle Externo do TCE-RJ, Fernanda Candemil e Kelly Moraes participaram da instalação da Mesa Técnica nº 01/2025, que trata da comercialização nacional de produtos de origem animal fiscalizados por serviços municipais, e destacaram a maturidade do processo e a capacidade de articulação interinstitucional do TCE-MT.

Hoje referência nacional, o modelo foi implementado pelo TCE-MT em 2022 e é conduzido pela Comissão Permanente de Normas, Jurisprudência e Consensualismo (CPNJur). Desde então, já resultou no avanço de ações fundamentais para o desenvolvimento de Mato Grosso, contemplando setores como saúde, mobilidade urbana, segurança pública e logística, entre outros.

Crédito: Diego Castro/MPC-MT
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Equipe do TCE-RJ participa da instalação da primeira mesa técnica de 2025.

Na ocasião, o presidente da Comissão, conselheiro Valter Albano, citou ainda decisões que garantiram a continuidade das obras do Hospital Júlio Müller, em Cuiabá, e a duplicação da BR-163, uma das mais importantes do Estado. “O Tribunal vem se propondo a exercer esse papel de mediador de estudos para o encontro de soluções de temas relevantes. A solução rápida é sempre melhor do que qualquer outra demorada.”

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De acordo com Fernanda Candemil, o trabalho do TCE-MT servirá como referência para o recém-criado Núcleo de Consenso. “O objetivo é justamente estudarmos e buscarmos a implementação de novas práticas de consensualismo. Estamos em busca de conhecimento e de troca de informações para aplicarmos essa experiência no nosso Tribunal”, afirmou.

No mesmo sentido se pronunciou Kelly Moraes, ao avaliar o potencial das mesas técnicas. “Assim como aqui, nós também temos casos difíceis. Então, é necessário que se busquem alternativas que possam ser mais eficientes do que a coerção ou a punição. Acredito que uma solução que leve em conta os anseios de todas as partes, pode ser mais interessante sim”, avaliou.

É justamente isso o que asseguram as mesas, que reúnem representantes de diferentes esferas para debater e construir soluções técnico-jurídicas com base no diálogo e na cooperação. Os resultados positivos dessa proposta vêm sendo reconhecidos por diversas instituições, e o modelo já subsidiou, por exemplo, a criação da Secretaria de Controle Externo (Secex) de Consenso pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Secretaria de Comunicação/TCE-MT 
E-mail: imprensa@tce.mt.gov.br

Fonte: TCE MT – MT

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Camelôs protestam contra programa da prefeitura no Rio

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Camelôs de diferentes regiões da cidade realizaram, nesta quarta-feira (8), uma manifestação em frente à sede da Prefeitura do Rio de Janeiro, contra as medidas anunciadas para intensificar o ordenamento urbano na orla da zona sul e combater a exploração irregular do espaço público. Com faixas e palavras de ordem como “Nós queremos trabalhar”, os ambulantes afirmaram que a fiscalização tem impedido trabalhadores de exercerem suas atividades e pediram abertura de diálogo direto com o prefeito Eduardo Cavaliere.

O protesto ocorre um dia após a prefeitura anunciar o Programa Tolerância Zero contra a Exploração Irregular do Espaço Público, que prevê fiscalização permanente a partir de 16 de julho no Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon. Segundo a administração municipal, o foco da ação é desarticular estruturas ligadas ao crime organizado que exploram ilegalmente pontos comerciais em áreas públicas, e não os trabalhadores regularmente autorizados.

“O objetivo é combater a exploração ilegal do espaço público pelo crime organizado. Vender produto de origem ilegal ou alugar equipamento com origem criminosa é crime. Quando você não tem legalização, você não pode desempenhar nenhuma atividade econômica no espaço público”, afirmou o prefeito Eduardo Cavaliere, durante o lançamento do programa.

O secretário municipal de Ordem Pública, Marcus Belchior, reforçou que a operação será permanente e baseada em ações de inteligência desenvolvidas em conjunto com as forças de segurança. “Somando Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, nós já identificamos mais de mil pontos de venda explorados ilegalmente. Teremos fiscalizações diárias, patrulhamento ostensivo, apreensão de mercadorias irregulares e combate aos depósitos clandestinos”, declarou.

Durante a manifestação, camelôs ouvidos pela Agência Brasil disseram que a categoria tem sido associada de forma generalizada ao crime organizado e defenderam que sejam punidos apenas aqueles que cometem irregularidades.

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Vendedor ambulante há mais de 20 anos em Copacabana, Marcos da Silva, afirmou nunca ter presenciado cobrança de taxas por criminosos para trabalhar no calçadão.

“Eles estão querendo associar o camelô ao crime organizado. Eu trabalho em Copacabana há mais de 20 anos e nunca um traficante ou miliciano cobrou nada da gente. Se existe alguém fazendo coisa errada, que investiguem e tirem quem está errado. Mas deixem o trabalhador trabalhar”, afirmou.

Segundo ele, muitos ambulantes aguardam há anos a regularização junto à prefeitura: “As pessoas têm protocolo antigo, desde 2001, mas a prefeitura não legaliza. O que a gente quer é o direito de trabalhar.”

Outra participante da manifestação, Jéssica Bárbara Cavalcanti, vende roupas nas proximidades da Escadaria Selarón, na Lapa, região onde ações de ordenamento começaram nas últimas semanas. Mãe de três filhos, ela contou que está há cerca de 20 dias sem conseguir trabalhar.

“O prefeito não quer deixar a gente trabalhar. Tenho três filhos para sustentar. A gente quer legalizar nossa situação, mas não consegue resposta.”

A coordenadora do Movimento Unido dos Camelôs (Muca), Maria de Lourdes do Carmo, conhecida como Maria dos Camelôs, afirmou que o movimento concorda com a necessidade de fiscalização, mas defende que a prefeitura avance na regularização dos trabalhadores que aguardam autorização.

“A gente quer organização. A prefeitura precisa enxergar os camelôs como trabalhadores. Se existe alguém cometendo irregularidade, que retire quem está errado, não toda uma categoria.”

Segundo ela, há trabalhadores cadastrados desde 2009 aguardando autorização para atuar legalmente. “Quando você autoriza uma barraca por CPF, evita que empresários ocupem vários espaços e coloquem diversas pessoas trabalhando irregularmente. O problema é que essa fila não anda.”

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Maria também afirmou que o movimento pretende discutir o tema diretamente com o prefeito.

“A gente não quer mais reunião com secretário. Quer reunião com o prefeito da cidade. É ele quem responde pela política pública.”

Programa Tolerância Zero

Instituído por decreto municipal, o Programa Tolerância Zero estabelece uma política permanente de fiscalização do comércio irregular na orla carioca. A atuação será coordenada pela Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), com apoio da Guarda Municipal, das forças estaduais de segurança e do Centro de Operações e Resiliência (COR).

Entre as medidas previstas estão fiscalização diária do comércio ambulante sem autorização, apreensão de mercadorias sem comprovação de origem, combate a depósitos clandestinos, remoção de estruturas irregulares e monitoramento por drones e câmeras.

Prefeitura

Segundo a prefeitura, levantamentos de inteligência identificaram cerca de mil pontos explorados ilegalmente e 22 depósitos clandestinos que fariam parte da logística utilizada para abastecer esse comércio. A estimativa é que a estrutura movimente aproximadamente R$ 100 milhões por ano.

O decreto também determina que mercadorias e equipamentos poderão ser apreendidos quando não houver documentação fiscal que comprove sua origem lícita. A devolução dependerá da comprovação da propriedade e do cumprimento das exigências previstas na legislação municipal.

A prefeitura afirma que comerciantes regularmente autorizados continuarão trabalhando normalmente e informa que pretende ampliar alternativas para atuação legalizada, além de oferecer encaminhamento para programas de qualificação profissional e vagas de emprego.



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