MATO GROSSO
Batalhão Ambiental da PM já resgatou 291 animais silvestres na Região Metropolitana
MATO GROSSO
Entre janeiro e março de 2022, o Batalhão de Polícia Militar de Proteção Ambiental (BPMPA) resgatou 291 animais silvestres na Região Metropolitana de Cuiabá. Serpentes, jacarés, capivaras e gambás foram algumas das espécies capturadas pelos policiais ambientais da PM.
No primeiro trimestre de 2021, os policiais ambientais da unidade efetuaram o resgate 214 animais silvestres. Neste ano, o número saltou para 291 espécies, entre elas jiboias, jacarés, gambás, capivaras, aves, dentre outros animais que estavam em situação de risco, ou seja, um crescimento de 35% nos chamados.
O comandante da unidade especializada, tenente-coronel Fagner Augusto do Nascimento, explica que a população não deve fazer, por conta própria, o manejo dos animais. “Reforçamos a necessidade de emprego do Batalhão Ambiental da PM para realizaram a captura/ resgate destes animais para evitar risco de acidentes ou patológicos na transmissão de doenças”, pontua.
Os acionamentos da equipe ambiental podem ser feitos via 190 ou disque-denúncia da PMMT.
Os animais resgatados são levados para um Centro de Atendimento que funciona no Batalhão, em Várzea Grande, onde o atendimento é feito por meio de parceria da Polícia Militar com a Secretaria de Meio Ambiente (Sema). Os animais debilitados ou maltratados recebem assistência de hospitais universitários da capital. Depois, dependo da reabilitação, podem ser devolvidos à natureza.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.
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“Reforçamos a necessidade de emprego do Batalhão Ambiental da PM para realizaram a captura/ resgate destes animais para evitar risco de acidentes ou patológicos na transmissão de doenças”,
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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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