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Atletas do TCE-MT se reúnem para foto oficial das Olimpíadas dos Tribunais de Contas

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Faltam menos de 10 dias para as Olimpíadas dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil (OTC), em Natal. Para registrar a data, os atletas do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) se reuniram na manhã desta segunda-feira (15) para a foto oficial da equipe que representará a Corte de Contas nesta edição, que será realizada entre os dias 22 e 27 de agosto.

“A união aqui no Tribunal se dá em todos os níveis, desde a harmonia entre os conselheiros, passando pelos servidores. É por isso que temos resultados tão positivos, tão favoráveis. Somos uma instituição ativa, colaboradora com os gestores do estado e, é claro, que entre nós também existe este espírito, o que é maravilhoso”, disse o conselheiro e chefe da delegação, Sérgio Ricardo.

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

Na ocasião, o conselheiro também lembrou que a edição de 2023 da OTC acontecerá em Mato Grosso. “Será a Olimpíada do Pantanal, quando o TCE-MT estará comemorando seus 70 anos de existência.  Além de incentivar o esporte, fomentaremos a economia de Mato Grosso, movimentando hotéis, pontos turísticos, restaurantes e agências de turismo”, pontuou.

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Desde a última edição da disputa, em 2019, a delegação mato-grossense mais do que dobrou e o número de participantes chega a 70 neste ano, o sexto maior do país. É o que explica o presidente da comissão organizadora em Mato Grosso, Nelson Kawahara. “No começo da delegação era pequena, a foto tinha poucas pessoas. Então este encontro hoje evidencia esse aumento.”

Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

A recomendação para os atletas nesta reta final é para desacelerar os treinos para evitar contusões. É o que tem feito a atleta Lourine Neves, que participa da Olimpíada desde 2017 e está inscrita em seis modalidades neste ano. “A preparação já vem desde 2020 quando a gente começou os preparativos. O esporte tem essa função integrativa, além de melhorar a qualidade física e dar motivação para o trabalho”, diz. 

OTC Natal 

Para a OTC Natal são esperados 1.071 atletas e 347 acompanhantes que disputarão 23 modalidades esportivas coletivas e individuais. Esta será a maior Olimpíada em número de participantes desde o início dos jogos, em 2005. Além disso, esta é a primeira competição após o período de restrições provocado pela pandemia de Covid-19, tendo sido a última realizada em 2019 na cidade de Manaus (AM).

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Foto: Thiago Bergamasco/TCE-MT

As disputas reúnem representantes de 27 cortes de contas e do Tribunal de Contas da República do Uruguai. Os atletas disputam as seguintes modalidades: basquete, futsal, futebol society, futevôlei, voleibol, vôlei de praia, atletismo, beach tennis, bocha, boliche, corrida, natação, tênis de campo, tênis de mesa, tiro esportivo, pesca, sinuca, poker, dominó, damas, xadrez, truco e pebolim.

 Natal também será a primeira cidade do Nordeste a sediar a OTC, maior evento esportivo da América Latina, envolvendo os membros e servidores das cortes de contas. Vale destacar que, desde 2018, os jogos passaram a ser realizados anualmente pela Associação Nacional Olímpica, Recreativa, Cultural e Social dos Tribunais de Contas do Brasil (ANOSTC).

Secretaria de Comunicação/TCE-MT
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Fonte: TCE MT

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Jovens no DF se unem por tapetes de Corpus Christi e “jejum” de telas

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Enquanto separava areia e tinta para o desenho de um cálice para o tapete de Corpus Christi na Esplanada dos Ministérios, nesta quinta-feira (4), a estudante Vitória Nunes, de 18 anos, diz que, além da fé cristã, a ocasião celebra a amizade real, longe das telas de celular e da inteligência artificial.

“Os encontros ficam mais verdadeiros do que na internet”, afirmou. Vitória é coordenadora do grupo jovem da Paróquia de São José, da comunidade Lúcio Costa, região periférica no Distrito Federal.

“Os jovens descobrem um caminho na doação”, disse. Essa comunidade passou por processos de reintegração de posse, o que tem causado tensão no lugar. Ela conta que, diante de desocupações, mais adolescentes e suas famílias procuraram apoio na igreja.

A estudante do curso técnico em meio ambiente garante que a amizade nos grupos reduz o sentimento de solidão e sintomas de transtornos mentais, como a depressão . “O apoio da família é muito importante para a gente estar aqui.”

O tapete que eles produziam era um dos 27 confeccionados em um corredor de 125 metros de comprimento. Vindos de diferentes regiões da capital, grupos de jovens como o de Vitória chegaram assim que raiou o dia para montar os tradicionais tapetes.

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Desenhos à mão

Além de molhar os dedos de tinta, sal, palha e serragem, adolescentes e jovens adultos faziam rodas, cantavam e dançavam nas proximidades do corredor de tapetes. Nada de celular. Nada de inteligência artificial. Os desenhos feitos todos à mão.

As observações dos jovens vão ao encontro de posicionamento do papa Leão XIV, que publicou uma Carta Encíclica no mês passado, que pede regulamentação da inteligência artificial e alerta para os riscos de desinformação por intermédio dos desenvolvimentos dessas tecnologias.

A publicitária Luiza Helena Teixeira, de 24 anos, participa desde 2019 e teve o seu desenho escolhido para se transformar em tapete pela comunidade do Lúcio Costa. “Foi uma inspiração que eu tive. E é muito bom ver todo mundo trabalhando junto.”

Inclusão

Próximo aos jovens dessa comunidade, um outro grupo periférico, formado por pessoas surdas, e encarregado de tapete de Corpus Christi pedia mais inclusão. Entre eles, estava Márcio da Cruz, de 36 anos, que participa das atividades da pastoral há sete anos. Atualmente, ele está desempregado, mas sonha trabalhar com informática.

Morador de Planaltina (DF), Márcio afirma que a reunião com jovens de sua comunidade deu novo ânimo a sua vida. As expressões dele são traduzidas para a Agência Brasil pela professora Daniele Galeno, de 44 anos, uma das coordenadoras da Pastoral dos Surdos. “Muitos jovens acabam ficando em casa e só no celular. Essas atividades para eles trazem novo ânimo”, afirmou. Inclusive a confecção de tapetes.

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A mãe do rapaz, Vânia Lúcia da Cruz, de 62 anos, que assistia ao filho caçula e a outros jovens confeccionarem o tapete, lamenta que muitos jovens surdos não têm oportunidade no mercado de trabalho formal. “O meu filho sempre teve muito obstáculo com a comunicação. Quando eles se unem, ficam mais felizes, né?”. Vânia tem outros quatro filhos ouvintes.

“A linguagem deles”

Um outro grupo presente, que chegou à Esplanada antes das 7h, foi o Movimento Escalada. A diretora do grupo, a estudante de enfermagem Mariana Abrantes, de 23 anos, destacou que não é simples afastar os mais jovens das telas para que eles se voltem às atividades religiosas, mas que é possível atraí-los e mantê-los “falando a linguagem deles”.

“As amizades têm que ser cultivadas presencialmente e até além da vida no catolicismo. Eles cantam, dançam e se divertem”, garantiu.



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