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Assista: Por Dentro da Magistratura entrevista juíza Helícia Lourenço

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Já está no ar o 30º episódio do programa Por Dentro da Magistratura, com uma entrevista feita pelo desembargador Marcos Machado, integrante do Conselho Consultivo da Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), com a juíza Helícia Vitti Lourenço. Ela atua na Segunda Vara Criminal de Rondonópolis e no Núcleo de Inquérito Policiais, o Nipo, em Cuiabá.
 
Natural de Campo Mourão, no Paraná, Helícia é a atual coordenadora do Grupo de Estudos da Magistratura de Mato Grosso, o Gemam, no biênio 2023/2024. Também é a coordenadora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) Virtual estadual. Na entrevista, ela falou sobre vida e carreira, em especial na área criminal, e sobre a importância do aprimoramento constante.
 
“Não tem como a gente parar de estudar, o direito é muito amplo, muito proativo. As nossas decisões precisam acompanhar a evolução social, a gente precisa ter sensibilidade e empatia para conhecer os diferentes, as minorias, conhecer por que que aquele indivíduo pensa aquilo, por que aquele cidadão acha daquela forma. Não vai mudar a forma de decidir, mas eu acho que a empatia, a humanização do processo, mesmo o processo final, é o que faz a diferença na atuação de uma melhor entrega da prestação jurisdicional”, avaliou.
 
Graduada em Direito pela Universidade Paranaense, Helícia atuou como advogada e é especialista em Direito Processual Penal, Jurisdição Civil e em Direito Aplicado. Possui MBA em Poder Judiciário pela FGV/RJ, é pós-graduada em Ciências Penais e é mestranda em Segurança e Cultura Jurídica pela Universidade de Girona, na Espanha.
 
Helícia tomou posse como juíza em 2004, e desde então já atuou na 12ª Vara Criminal da Capital, Porto dos Gaúchos, Tabaporã, Diamantino, Guiratinga, Barra do Bugres, Nova Mutum, Cáceres e Rondonópolis. Além do Gemam, ela integra a Comissão Especial sobre Drogas Ilícitas do TJMT. “A magistratura é a minha missão de vida. Eu amo a magistratura, eu adoro o que eu faço, então tudo que eu faço, eu faço com muito carinho, com muito amor, porque eu realmente gosto muito. E o que mais me dá força e vontade de continuar é que realmente eu vejo que todos os dias, mesmo que seja um pouquinho, a gente consegue, através da magistratura, fazer algo de melhor e de diferente na vida das pessoas e, principalmente, na vida de sociedade.”
 
No programa Por Dentro da Magistratura você conhece o trabalho dos magistrados e magistradas do Judiciário Estadual que possuem experiência e serviços relevantes prestados à sociedade mato-grossense, bem como orientações e opiniões sobre a atividade judicial conjugada com relações funcionais, sociais e familiares.
 
 
 
#ParaTodosVerem – Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Print de tela onde aparecem a imagem de duas pessoas sentadas. À esquerda, a juíza Helícia, uma mulher branca, de cabelos compridos, com as pontas claras. À direita, o desembargador Marcos Machado, um homem branco, de cabelos grisalhos e óculos, que usa terno escuro.
 
Lígia Saito
Assessoria de Comunicação
Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT)

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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