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Apiacás conclui curso para formação de conselheiros tutelares

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A Promotoria de Justiça de Apiacás (a 1.010km de Cuiabá) aplicou o Curso de Formação para Conselheiros Tutelares na modalidade de ensino a distância (EaD), no último sábado (25). Com início às 08h30 e término às 19h, a capacitação foi realizada no auditório do Centro de Promoções do município e reuniu cerca de 30 participantes. A Promotoria de Juína também já concluiu o treinamento e as de Comodoro, Rondonópolis e São José do Rio Claro começam esta semana. 

Além dos cinco conselheiros eleitos, que serão empossados em 10 de janeiro de 2024, e de um suplente, fizeram o curso gestores das secretarias de Saúde e Assistência Social, professores e psicólogos do município, integrantes da equipe interdisciplinar da comarca, servidores do Poder Judiciário e representantes das polícias Civil e Militar.

O curso de formação foi elaborado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente e pelo Centro de Apoio Operacional (CAO) da Infância e da Juventude, e executado pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT. 

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Para o promotor de Justiça substituto Adalberto Biazotto Junior, a iniciativa é importante porque subsidia a atuação dos membros do MPMT, especialmente no interior. “Gostei muito do fato de a capacitação ser interdisciplinar, ou seja, abranger a atuação do Conselho Tutelar sob os mais variados setores da administração pública, como saúde, educação, assistência social, segurança pública. Os módulos foram tão fluidos, didáticos e objetivos que a capacitação transcorreu de forma leve”, avaliou. 

Conforme o promotor, os participantes elogiaram a extensão do curso aos integrantes da rede de proteção da criança e do adolescente e solicitaram que seja ministrado para uma segunda turma, sendo oportunizada a participação de outros profissionais. “Vamos estudar a possibilidade de ofertá-lo novamente no mês de janeiro ou fevereiro”, afirmou, agradecendo a parceria do Poder Executivo Municipal na realização do treinamento, que forneceu o espaço para a capacitação e a alimentação para os participantes.

O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente comemorou os resultados já alcançados. “Toda a rede está aderindo à iniciativa do MPMT, tamanho o sucesso do curso”, frisou. 

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Sobre o curso – Dividido em 20 módulos, o curso tem aproximadamente oito horas de duração e conta com corpo docente formado por membros e servidores do MPMT e parceiros. Além das videoaulas, a plataforma EaD do Ceaf traz material de leitura complementar, modelos de documentos e orientações gerais a título de sugestão para aplicação do treinamento. Os participantes serão certificados pela Escola Institucional. 

A capacitação aborda temas como “Política de Atendimento das Crianças e dos Adolescentes”, “Acolhimento Institucional e Familiar”, “Redes Municipais de Atendimento à Criança e ao Adolescente (CRAS, CREAS, CAPS, CAPS-I e outros)”, “Suspensão e Destituição do Poder Familiar”, “Adoção e Entrega Legal”, “Ato Infracional na Rotina do Conselho Tutelar”, “Violência contra Crianças e Adolescentes e Medidas Protetivas de Urgência”, “Atuação do Conselheiro Tutelar na Rede de Educação”, “Evasão Escolar, Busca Ativa e Ficha de Comunicação de Aluno Infrequente (Ficai)”, entre outros. 
 

Fonte: Ministério Público MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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