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Acadêmicos de Direito são estimulados por juiz a criarem um diferencial na carreira

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Estudantes do 9º e 10º semestres do Curso de Direito, da Universidade de Cuiabá (Unic), unidade Pantanal, participaram, quarta-feira (06), de uma visita ao Tribunal de Justiça organizada pelo projeto Nosso Judiciário. Antes de serem recebidos pelo juiz João Thiago de França Guerra, auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), que falou sobre movimentação digital, os acadêmicos fizeram um tour pela sede do Poder Judiciário.

 
O juiz auxiliar da Corregedoria, que é titular da 1ª Vara Especializada de Fazenda Pública, da Comarca da Capital, se encontrou com os alunos no Espaço Memória e discorreu sobre a transformação enfrentada pelo Judiciário, como também pela sociedade, especialmente nos últimos cinco anos, com os avanços tecnológicos. “Tudo mudou e tem mudado com muita velocidade. O judiciário não é mais de papel e também não é mais o mesmo. A evolução é constante. Vocês vão chegar em um mercado de trabalho diferente de quando iniciaram o curso. Sugiro que criem um diferencial para oferecer como profissionais”, aconselhou o magistrado.
 
Na visão de Giselda Natália Winck Rocha, professora das turmas na disciplina de Processo Civil Recursos, os futuros operadores do Direito estão tendo uma oportunidade única de conhecer detalhes sobre o trabalho do Tribunal de Justiça. A docente elogiou a proposta do Nosso Judiciário e agradeceu a fala do juiz João Thiago que, na opinião dela, serve de observação e estímulo para os estudantes.
 
“A vinda ao Tribunal é de extrema importância. Essa é a segunda vez que venho, na primeira foi ainda no primeiro semestre. E agora, como aluna do nono semestre, vejo que tudo que tenho estudado faz sentido. É gratificante, e de muito significado na minha formação”, disse Camila Ceni.
 
João Thiago aproveitou para dizer aos futuros advogados e advogadas que o grande desafio para qualquer setor, inclusive para o Judiciário, é se manter relevante e fazer a diferença. “Para o profissional genérico, independente da área de atuação, a vida fica mais difícil. O importante é ter algo distinto, saber mais, sempre. E tecnologia aplicada ao Direito é um diferencial”, indicou o juiz.
 
Os alunos de Direito, durante duas horas, conheceram vários ambientes, como o Plenário Desembargador Wandyr Clayt Duarte, onde são realizadas as sessões do Tribunal Pleno, o Espaço Memória e percorreram corredores do Palácio da Justiça.
 
Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual.
Descrição da imagem 1 – Foto colorida dos estudantes no interior do Tribunal de Justiça, eles aparecem de costas. À frente, falando ao público o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça. 
 
 
Álvaro Marinho
Coordenadoria de Comunicação da Presidência
imprensa@tjmt.jus.br
 

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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