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Abertura da campanha de Registro Civil em Mato Grosso será em Terra Indígena Bakairi

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A Terra Indígena Bakairi, situada no município de Paranatinga (a 375 km de Cuiabá), e a Fundação Nova Chance, na Capital, foram os espaços escolhidos para acolher a segunda edição da Semana Nacional do Registro Civil – Registre-se, em Mato Grosso. A campanha é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e realizada no Estado pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ-TJMT). Este ano ocorrerá na semana de 13 a 17 de maio.
 
A abertura oficial em Mato Grosso ocorrerá na manhã de 13 de maio (segunda-feira), na Aldeia Pakuera, do povo Bakairi. As definições ocorreram na última sexta-feira (22), durante o segundo encontro da Corregedoria e parceiros da iniciativa, que discutiram as demandas necessárias para a efetivação dos atendimentos, bem como questões operacionais para garantir o acesso aos serviços por parte dos grupos prioritários da campanha nacional: população indígena e pessoas privadas de liberdade.
 
A ideia de realizar a cerimônia de abertura em uma aldeia partiu do corregedor-geral da Justiça de Mato Grosso, desembargador Juvenal Pereira, que foi prontamente acatada pelos parceiros, já que o Estado detém a maior população indígena do país. Em contato com representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) foi apresentado a Aldeia Pakuera, considerada “A Capital dos Bakairi”, localizada em Paranatinga.
 
“Queremos que a ação atenda aqueles que mais necessitam, que vivem distantes dos centros urbanos e passam por dificuldade de acesso aos serviços. Para atender os indígenas contamos com o envolvimento de todos os parceiros, que não medem esforços para prestar o serviço de qualidade. Esse comprometimento somado a experiência que tivemos em 2023, tenho certeza que repetiremos o sucesso do Registre-se do ano passado”, avaliou o corregedor.
 
“Esse evento tem um caráter muito mais simbólico e a ideia do corregedor é justamente essa, levar essa ação em nível nacional e chamar a atenção para essa população que clama pela necessidade de ser atendida”, reforçou o juiz auxiliar da CGJ-TJMT, Eduardo Calmon, que coordena os trabalhos do Registre-se em Mato Grosso.
 
Nacionalmente, o projeto atendeu mais de 100 mil brasileiros em situação de vulnerabilidade. Em Mato Grosso, foram realizados mais de 1,4 mil atendimentos, incluindo emissões de certidões, carteiras de identidade nacional e atendimentos realizados pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT). Além disso, foram destinados atendimentos específicos para a população em situação de rua. Mato Grosso foi pioneiro ao oferecer atendimento às pessoas privadas de liberdade, imigrantes e refugiados.
 
A campanha “Registre-se!” é parte do Programa de Enfrentamento ao Sub-registro Civil e de Ampliação ao Acesso à Documentação Básica por Pessoas Vulneráveis, promovido pela Corregedoria Nacional de Justiça e pelos Tribunais de Justiça. A ação visa a emissão de documentos como Carteira de Identidade Nacional, Título de Eleitor, segunda via da Certidão de Nascimento e de Casamento. Em Mato Grosso, a CGJ firmou parceria com 13 instituições e está alinhando estratégias com antigos e novos colaboradores para a segunda edição.
 
 
 
#ParaTodosVerem. Esta matéria possui recursos de texto alternativo para promover a inclusão das pessoas com deficiência visual. Imagem 1: foto colorida mostra o juiz auxiliar e parceiros à mesa em formato de U. Todos estão sentados na sala de reunião da Corregedoria. .
 
Alcione dos Anjos 
Assessoria de Imprensa CGJ-MT
 

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.

Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.

Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.

“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.

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O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.

Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.

Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.

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Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.



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