MATO GROSSO
2º Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares tem a participação do MP
MATO GROSSO
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso participou do 2º Encontro Estadual de Conselheiros Tutelares, realizado no Teatro Zulmira Canavarros, dias 1º e 2 de março, em Cuiabá. Com o tema “Trabalho em rede: integração e comprometimento para garantia dos direitos das crianças e adolescentes”, o evento reuniu aproximadamente 600 conselheiros tutelares de todo o estado, além de outros integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente.
Na quinta-feira (2) pela manhã, o coordenador do Centro de Apoio Operacional (CAO) da Infância e da Juventude do MPMT, promotor de Justiça Nilton César Padovan, falou aos participantes sobre as novas regras estabelecidas pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) para eleição unificada dos membros dos Conselhos Tutelares, prevista para 1º de outubro de 2023.
No período da tarde, o titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, palestrou sobre as atribuições do Conselho Tutelar.
Selo Unicef – Na manhã do dia 1º, a programação do encontro incluiu a apresentação do Selo Unicef em Mato Grosso, uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) que visa estimular e reconhecer avanços reais e positivos na promoção, realização e garantia dos direitos de crianças e adolescentes em municípios do Semiárido e da Amazônia Legal brasileiros.
No dia 2, foi instalado o Comitê Estadual do Selo Unicef e realizada a primeira reunião do grupo, sob a coordenação da Associação para Desenvolvimento Social dos Municípios de Mato Grosso (APDM), da Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e do Unicef, e com a participação do procurador de Justiça Paulo Prado e do promotor de Justiça Nilton Padovan.
O Comitê visa colaborar, em nível estadual, para o fortalecimento das políticas públicas e melhoria dos indicadores sociais nos 58 municípios mato-grossenses que participam do Selo Unicef, além de promover um trabalho coordenado entre as instituições que atuam na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.
Na reunião, foram definidas pautas prioritárias, voltadas para todos os municípios de Mato Grosso, a Busca Ativa Escolar (BAE), para o enfrentamento ao abandono escolar, e a Busca Ativa Vacinal, visando encontrar respostas à baixa imunização. Ficou acertada também a adoção de medidas como apoio às ações de capacitação e qualificação das equipes municipais, mobilização e engajamento para realização e garantia dos serviços de saúde, assistência social e educação.
Além do MPMT, compõem o Comitê o Conselho Estadual dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CEDCA), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES), Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso (ALMT), União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Colegiado Estadual de Gestores de Assistência Social (Coegemas) e a Federação das Associações de Bairro (Femab).
Foto: Ana Paula dos Santos.
Fonte: MP MT
MATO GROSSO
ALMT aprova em 1ª votação projeto que destrava emendas
A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (21), o Projeto de Lei nº 546/2026 , de autoria do deputado estadual Gilberto Cattani (PL), que altera a Lei Estadual nº 10.587/2017 para permitir que emendas parlamentares sejam destinadas de forma direta e simplificada às Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e a outras entidades sem fins lucrativos que atendem pessoas com deficiência.
Pelo texto, as emendas individuais e de bancada poderão ser repassadas por meio de termo de fomento, sem chamamento público quando os recursos forem provenientes de emendas parlamentares, possibilidade já prevista na legislação federal (Lei nº 13.019/2014). A indicação do parlamentar deverá conter a identificação da entidade, a finalidade pública, o valor e o órgão estadual responsável pela execução.
Para Gilberto Cattani, o excesso de burocracia tem dificultado o direcionamento de emendas às instituições e impedido que os recursos cheguem a quem precisa.
“Temos tentado mandar emendas para as Apaes e temos conseguido, mas a burocracia é gigantesca. Muitas vezes a gente tem que mandar para uma secretaria da Prefeitura para que ela faça o repasse, e isso muitas vezes inviabiliza. Existem situações em que as emendas foram, inclusive, devolvidas porque não conseguiram chegar ao destino final”, disse o deputado.
O projeto também determina que o governo adote um rito simplificado e prioritário, exigindo apenas os documentos indispensáveis. Pendências meramente formais não poderão impedir o andamento do processo, e a entidade deverá receber notificação e prazo para corrigir eventuais falhas, além de orientação do órgão estadual sobre o plano de trabalho, a documentação e a prestação de contas.
Questionado sobre o projeto, o parlamentar reafirmou a importância das associações para os municípios. “As Apaes têm um papel fundamental de acolhimento a pessoas com alguma deficiência, mas também para as famílias dessas pessoas. Nós queremos que elas recebam esse recurso sem burocracia, de forma simples e direta. O nosso projeto faz com que a emenda possa ser direcionada diretamente para a instituição, de maneira muito simplificada. E isso vai trazer um benefício enorme para essas pessoas que precisam das Apaes em todo o estado”.
Os recursos poderão ser utilizados na manutenção das entidades, na aquisição de equipamentos e veículos adaptados, além da realização de obras e reformas. A proposta mantém a exigência de plano de trabalho, fiscalização e prestação de contas. O órgão estadual também não poderá recusar a execução da emenda com base em exigências burocráticas sem amparo legal.
Na justificativa, o deputado destaca que as Apaes têm papel histórico na assistência, na educação, na habilitação e na inclusão de pessoas com deficiência e que, em muitos municípios mato-grossenses, suprem lacunas na atuação do poder público. Segundo o texto, o excesso de exigências, a demora na análise e a insegurança quanto à execução dificultam a chegada dos recursos às instituições que prestam atendimento.
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