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Vasco vence o Flamengo pelo Cariocão

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Na tarde deste domingo (o5.03), Flamengo e Vasco se encontraram no Maracanã. Em jogo pelo Cariocão, com  chances criadas para os dois lados, o Cruzmaltino saiu vencedor. O único gol da partida foi marcado por Rodríguez.

O resultado não altera a posição do Flamengo na tabela. Já classificado para a semifinal do Campeonato Carioca, o Flamengo mantém a liderança da primeira fase. O próximo compromisso rubro-negro é contra o Fluminense, na quarta-feira (08), no Maracanã.

O jogo

Como não poderia deixar de ser, o Clássico dos Milhões começou eletrizante. O Flamengo tomou a iniciativa de propor o jogo e encurralou o Vasco desde os primeiros lances. Logo aos dois minutos de jogo, Arrascaeta ganhou da defesa, chutou de fora da área e carimbou o pé da trave adversária.

Aos dez, o uruguaio achou Gabi entre os zagueiros com belo passe de letra. O camisa dez finalizou de dentro da área, obrigando Léo Jardim a fazer boa defesa.

O Cruzmaltino esfriou o ritmo da partida trocando passes no meio do campo, mas sem conseguir abrir espaços na defesa rubro-negra. O Mais Querido tornou a dominar as ações ofensivas ainda antes da parada técnica.

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Thiago Maia, David Luiz e Everton Ribeiro arriscaram de fora da área, levando perigo à meta vascaína. O Vasco tentou escapar em contra-ataques e conseguiu acertar o travessão em uma oportunidade, mas não levou maior perigo.

A cinco minutos do intervalo, Gerson levou perigo em chute rasteiro de longa distância. No último lance do primeiro tempo, David Luiz cobrou falta da entrada da área e carimbou a barreira.

O Flamengo chegou à metade do Clássico com 62% de posse de bola e 14 finalizações. Para o segundo tempo, Vitor Pereira colocou Everton Cebolinha no lugar de Thiago Maia, que sofreu pancada.

O Vasco abriu o placar aos três do segundo tempo, em chute forte de Rodríguez de fora da área. O gol não diminuiu o ímpeto rubro-negro – muito pelo contrário.

O Flamengo aumentou a intensidade no ataque e, nos dois minutos seguintes, criou duas boas chances com Gerson e Gabi.

Aos 15, Cebolinha cobrou falta na área e a defesa vascaína quase marcou contra, mas a bola parou na trave. Vitor Pereira voltou a fazer alterações, colocando Matheuzinho e Matheus França nas vagas de Everton Ribeiro e Varela.

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Com 23 minutos da segunda etapa, o árbitro assinalou pênalti para o Vasco. Pedro Raul cobrou, mas parou em Santos.

O setor norte do Maracanã inflamou com a linda defesa do camisa 1 e reacendeu o ânimo.

Matheus Gonçalves foi a campo no lugar de Vidal, deixando o time ainda mais ofensivo na busca pelo empate.

Cebolinha obrigou Léo Jardim a fazer boa defesa aos 34 em chutaço de fora da área. Aos 41, Gabi chutou rasteiro e exigiu novamente do goleiro cruzmaltino.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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