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Senegal desbanca Equador e vai às oitavas após 20 anos

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Vinte anos depois de sua estreia histórica nas Copas do Mundo FIFA, que teve direito a uma vitória sobre a França e ida até as quartas de final, o Senegal conseguiu novamente se classificar para as mata-matas decisivas do torneio de futebol mais importante do planeta.

A vitória por 2 a 1 sobre o Equador, graças a um pênalti convertido por Ismaila Sarr e um gol do zagueiro e o capitão Kalidou Koulibaly, colocou a equipe dirigida pelo técnico Aliou Cissé, justamente o capitão da seleção de 2002, entre os 16 melhores do Qatar -2022.

Mesmo sem seu jogador principal, o atacante Sadio Mané (Bayern de Munique), que foi cortado por problemas físicos antes de rolar bola, Senegal conseguiu terminar sua participação no Grupo A na segunda colocação, com seis pontos, um a menos que a Holanda.

O Equador chegou à última rodada em vantagem na classificação e avançou às oitavas com um simples empate. Por isso, optou por um modelo de jogo mais conservador. Senegal, por outro lado, foi agressivo desde o primeiro minuto e criou várias oportunidades até conseguir o gol que lhe poderia dar a vaga.

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Depois, passou a jogar nos contra-ataques e quase não foi ameaçado. Mesmo assim, em uma jogada de bola parada, cedeu o empate que provocaria sua eliminação. Na sequência, antes mesmo do Equador se animar, voltou a ficar à frente no placar.

Os senegaleses aguardam agora a definição do Grupo B para conhecerem os seus adversários de domingo. A Inglaterra é a favorita para terminar a chave na primeira colocação e encontrar a seleção africana nas oitavas.

Momento chave

Senegal havia acabado de sofrer o empate que o tiraria das oitavas e corria risco de se abalar com isso. Mas não deu tempo. Dois minutos depois do 1 a 1, aos 24 minutos do segundo tempo , o artilheiro Enner Valencia falhou na hora de cortar uma cobrança de falta, e a bola sobrou para o capitão Koulibaly decretar a classificação africana.

Número

A ida de Senegal para as oitavas de final é a 13ª classificação de uma seleção africana para a segunda fase de uma Copa do Mundo. A primeira vez do continente a avançar no torneio foi Marrocos, lá em 1986. Quatro anos atrás, a África protagonizou uma campanha especialmente ruim e viu todas as suas equipes serem eliminadas já na etapa de grupos.

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craque do jogo

Alçado ao posto de protagonista de Senegal depois do corte de Mané, o capitão Kalidou Koulibaly não só garantiu a segurança lá atrás, como se mandou ao ataque e fez o gol da classificação. Por isso, foi eleito o jogador da partida.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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