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Seleção Feminina enfrenta o Canadá em dois jogos amistosos no Brasil

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Na preparação para a Copa do Mundo Feminina 2023, a Seleção Brasileira irá enfrentar o Canadá (7º) em duas oportunidades na última Data FIFA do ano, no período de 7 a 15 de novembro. O encontro terá como palco dois dos grandes estádios do público brasileiro, a Vila Belmiro, em Santos (SP), no dia 11, às 15h15, e a Neo Química Arena, em São Paulo (SP), no dia 15, às 15h15.

Com dez vitórias consecutivas, 33 gols marcados e apenas um sofrido, a equipe comanda por Pia Sundhage terá mais um grande teste na preparação para o Mundial, cujos adversários foram conhecidos no dia 22 de outubro. Na primeira fase, o Brasil está no Grupo F e irá enfrentar a seleção que se classificar na repescagem (China Taipei, Panamá, Paraguai ou Papua Nova-Guiné), França e Jamaica. 

A treinadora anunciará as atletas convocadas para os dois compromissos na próxima terça-feira (01), às 11h, na sede da CBF, no Rio de Janeiro. Os jornalistas interessados em participar podem solicitar o credenciamento pelo email [email protected] até às 20h do dia 31 de outubro. A cobertura será realizada de forma híbrida, com participações presenciais e também virtuais, assim, a mensagem deve conter além do nome, veículo e telefone, a indicação se a participação será “in loco” ou de forma remota.

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Histórico entre Brasil x Canadá

Desde que Pia assumiu o comando da Seleção Feminina este será o sexto duelo entre Brasil e Canadá. Em todas as oportunidades, os duelos foram marcados por grandes jogos. No Torneio da China, em novembro de 2019, vitória brasileira por 4 a 0. Logo em seguida, em março de 2020, no Torneio da França, empate em 2 a 2. Na She Believes Cup, em fevereiro de 2021, mais um encontro e triunfo Canarinho por 2 a 0.

Na reta final da preparação para a Olimpíada, em abril de 2021, empate em 0 a 0. Por fim, nas quartas de final dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020, a equipe comandada pela técnica Beverly Priestman eliminou a Seleção nos pênaltis ao vencer por 4 a 3. No Japão, a equipe canadense conquistou a medalha de ouro.

O histórico geral reforça o equilíbrio entre as duas seleções. Desde o primeiro encontro em 1996, são nove vitórias brasileiras, nove empates e oito derrotas.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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