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Seleção Brasileira vence o Uruguai e é campeã do Sul-Americano Sub-20

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Andrey Santos e Pedrinho fizeram os gols do título do Brasil, que encerrou a competição com campanha invicta e garantido no Mundial

Seleção Brasileira conquistou o Sul-Americano Sub-20 após 12 anosSeleção Brasileira conquistou o Sul-Americano Sub-20 após 12 anos

A Seleção Brasileira conquistou, neste domingo (12), o CONMEBOL Sul-Americano Sub-20, disputado na Colômbia. O time comandado por Ramon Menezes venceu o Uruguai, por 2 a 0, em Bogotá (COL), e acabou com um jejum de 12 anos sem conquistar o título da competição. Os gols foram marcados por Andrey Santos e Pedrinho.

A última vez que o Brasil ganhou o Sul-Americano da categoria foi em 2011, no Peru. Sob comando de Ney Franco, o elenco contava com quatro jogadores que disputaram a última Copa do Mundo: Neymar, Alex Sandro, Danilo e Casemiro. Recheada, a equipe ainda contava com nomes como Lucas Moura e Oscar.

Andrey marcou o primeiro gol do BrasilAndrey marcou o primeiro gol do Brasil

A Seleção conseguiu abrir o placar apenas no final da segunda etapa. Após muita pressão, Andrey, de cabeça, marcou seu sexto gol na competição, aos 38 minutos. Nos acréscimos, Pedrinho arrancou em velocidade, driblou o goleiro e chutou bonito para fechar o placar.

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Esta foi a 12ª vez em que o Brasil conquista a competição, que teve início em 1954. A Amarelinha é a maior vencedora do torneio.

A campanha brasileira foi de forma invicta. O time venceu sete partidas e empatou apenas duas vezes. No hexagonal final, a Canarinho chegou aos 13 pontos. O Uruguai ficou com 12.

Além do título da competição, a Seleção garantiu, com duas rodadas de antecedência, a vaga para a disputa do Mundial da categoria, em maio, na Indonésia. Uruguai, Colômbia e Equador também se classificaram.

Além de comandar o time nesta campanha, o técnico Ramon Menezes entrou para a história ao vencer duas edições da competição. Antes da conquista na Colômbia, ele ganhou o título como jogador, em 1991.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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