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Seleção Brasileira goleia a Índia e está nas quartas de final do Mundial sub-17

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A Seleção Brasileira Feminina Sub-17 está nas Quartas de Final da Copa do Mundo Feminina Sub-17 FIFA. Na manhã desta segunda-feira (17.10), no Kalinga Stadium, em Bhubaneswar, as Guerreiras do Brasil bateram a Índia, equipe anfitriã, pelo placar de 5 a 0, e alcançaram a segunda vitória em três jogos nesta Fase de Grupos da competição.

Os gols do confronto foram marcados por Berchon, Aline (2) e Lara (2). Como os Estados Unidos também conquistaram os três pontos nesta última rodada da fase inicial, superando o Marrocos pelo placar de 4 a 0, a Seleção Brasileira ficou com o segundo lugar do Grupo A e vai enfrentar a Alemanha na próxima fase da competição.

O Brasil dominou completamente as ações ofensivas e quase abriu o placar logo aos sete minutos, com grande chance de Jhonson. Quatro minutos mais tarde, a bola acabou entrando. Aline fez grande jogada e Berchon balançou a rede. Aos 34, a própria Berchon quase fez o segundo em cobrança de falta, mas a bola saiu por cima do gol. Seis minutos depois, Aline finalizou com categoria, no cantinho, e ampliou o marcador, garantindo boa vantagem para o intervalo da partida.

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No segundo tempo, o roteiro foi parecido. Logo aos cinco, Aline acertou um lindo chute e marcou um golaço, segundo dela e terceiro do Brasil na partida. Apesar da larga vantagem, a equipe da técnica Simone Jatobá queria mais e quase chegou ao quarto aos 13, com bela cabeçada de Rhaissa que parou na goleira adversária. Nos minutos finais, a Seleção Brasileira Feminina Sub-17 passou a controlar mais a posse de bola na defesa, mas Lara entrou querendo jogo e anotou dois verdadeiros golaços, em chutes de longa distância. O primeiro saiu aos 41, de pé direito, e o segundo veio na marca dos 47 minutos, com finalização de canhota que entrou no ângulo da arqueira oponente e garantiu o triunfo de goleada pelo placar de 5 a 0.

O duelo entre Brasil e Alemanha está marcado para próxima sexta-feira (21), às 11h30 (de Brasília), no Estádio Dy Patil, em Navi Mumbai. A partida terá transmissão ao vivo para todo o país do canal Sportv.

Partida Brasil x Índia pela terceira rodada do Mundial Feminino Sub-17 no Kalinga Stadium, na cidade de Bhubaneswar, Índia nessa segunda-feira 17/10.  Foto: Rafael Ribeiro / CBF Mundial Feminino Sub-17 no Kalinga Stadium, na cidade de Bhubaneswar, Índia nessa segunda-feira 17/10. Foto: Rafael Ribeiro | CBF

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Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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