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São Paulo vira sobre o Náutico e sai na frente na Copa do Brasil
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Com dois gols de Luciano, o São Paulo venceu o Náutico por 2 a 1, de virada, nesta terça-feira, no Morumbis, no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. Caio Vitor abriu o placar para o Timbu, mas o camisa 10 tricolor garantiu a vitória e a vantagem para o Tricolor Paulista no confronto eliminatório.
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A partida de volta entre São Paulo e Náutico será disputada no dia 20 de maio, às 21h30 (de Brasília), nos Aflitos, em Recife. O São Paulo joga pelo empate para garantir a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil.
O Jogo
O São Paulo começou a partida pressionando, mas foi surpreendido pelo gol de Caio Vitor, que acertou um belo chute no ângulo, aos 16 minutos do primeiro tempo.
A reação do São Paulo foi rápida. Aos 21 minutos, Lucas Ferreira fez grande jogada individual e tocou para Luciano, que dominou, girou e bateu cruzado, empatando a partida.
No segundo tempo, o São Paulo voltou ainda mais determinado e logo no primeiro minuto virou o placar. Marcos Antônio cruzou na área e Luciano, livre, completou de primeira, marcando seu segundo gol na partida.
O técnico Luis Zubeldía promoveu mudanças na equipe, incluindo a entrada do jovem Ryan Francisco, que quase marcou, mas chutou por cima do gol.
Nos minutos finais, o São Paulo tentou ampliar a vantagem, mas não conseguiu furar a defesa do Náutico.
Luciano foi o grande destaque da partida, marcando os dois gols do São Paulo e garantindo a vitória para o Tricolor Paulista. O camisa 10 mostrou oportunismo, técnica e poder de decisão.
Próximos desafios
O São Paulo volta a campo na próxima sexta-feira, quando recebe o Fortaleza, às 21h30 (de Brasília), no Morumbis, pela sétima rodada do Campeonato Brasileiro. O Náutico, por sua vez, terá pela frente o Brusque, domingo, às 19h (de Brasília), nos Aflitos, pela Série C do Brasileirão.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 2 X 1 NÁUTICO
Local: Morumbis, em São Paulo
Data: 29/04/2025
Horário: 21h30 (de Brasília)
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (DF)
Assistentes: Leia Naiara da Cruz (DF) e Daniel da Silva Andrade (DF)
VAR: Elmo Resende Cunha (GO)
Gols: Caio Vitor, aos 16 do 1ºT (Náutico); Luciano, aos 21 do 1ºT (São Paulo)
Cartões amarelos: Carlinhos, Auremir, Igor Fernandes (Náutico); Luciano (São Paulo)
SÃO PAULO: Rafael; Cédric Soares, Ruan Tressoldi, Alan Franco (Sabino) e Wendell (Enzo Díaz); Alisson (Bobadilla), Marcos Antônio e Alves (Rodriguinho); Lucas Ferreira (Ryan Francisco), Ferreirinha e André Silva. Técnico: Luis Zubeldía.
NÁUTICO: Muriel; Marcos Ytalo, Felipe Santana (Rayan), Carlinhos e Igor Fernandes; Auremir (Wenderson), Marco Antonio Batistussi, Patrick Allan (Dudu) e Caio Vitor (Marco Antônio); Kelvin e Paulo Sérgio (Bruno Mezenga). Técnico: Hélio dos Anjos.
Fonte: Esportes
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Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio
Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.
A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.
Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.
Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.
De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.
Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.
Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.
A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.
Preconceito
Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.
“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.
Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.
A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.
“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.
O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.
Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.
“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.
Educação e esporte
A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.
A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.
A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.
“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.
Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.
Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.
A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil .
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