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São Paulo vence o São Bento e garante classificação antecipada no Paulistão
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Em um jogo de amplo domínio do São Paulo, o Tricolor derrotou o São Bento por 3 a 0 na noite desta terça-feira (21.02), no estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba, e garantiu a classificação antecipada para as quartas de final do Campeonato Paulista. O gol da vitória foi marcado por Galoppo, nos minutos finais do primeiro tempo.
Com o resultado, o Tricolor chegou aos 20 pontos no Grupo B, três pontos a mais que o Água Santa e oito a mais que o Mirassol, terceiro colocado. Restam duas rodadas para o término da primeira fase do estadual.
O São Paulo começou com tudo no ataque, enquanto o São Bento apostava nos contra-ataques. A tática tricolor foi mais efetiva e a equipe comandada por Rogério Ceni ditou o ritmo do primeiro tempo. O goleiro Rafael quase não teve trabalho na primeira etapa.
Aos 31, Calleri chegou a abrir o placar, com uma cabeçada certeira, mas o árbitro marcou impedimento do atacante argentino. A pressão continuou e aos 46, outro argentino fez a diferença. Wellington Rato cobrou escanteio, Luciano desviou de cabeça no primeiro pau e Galoppo apareceu para abrir o placar e marcar seu sétimo gol no Campeonato Paulista. Ele é um dos artilheiros da competição.
No segundo tempo, o São Paulo manteve o domínio o jogo e sempre no ataque. Luciano teve uma boa oportunidade aos 9, mas o goleiro fez a defesa. E aos 37, Alisson cobrou falta, a bola bateu na barreira, Nathan desviou de cabeça e achou Pedrinho aparecendo em velocidade, para também desviar de cabeça e marcar o segundo gol tricolor. E, para fechar o placar, Calleri, aos 51, aproveitou cobrança de falta batida por Patryck, e também de cabeça mandou para as redes. O árbitro anulou o gol, alegando impedimento, mas depois se corrigiu e confirmou o gol são-paulino.
O Tricolor volta à campo no sábado, para receber o São Bernardo, às 18h30, no estádio do Morumbi.
SÃO BENTO 0 X 3 SÃO PAULO
Local: estádio Walter Ribeiro, em Sorocaba (SP)
Data: 21/02/2023 / (terça-feira)
Horário: 19h30
SPFC: Rafael; Nathan, Alan Franco, Beraldo e Caio (Patryck, 28/2); Luan (Jhegson Méndez, 34/2), Nestor (Pablo Maia, 24/2), Galoppo (Alisson, 34/2) e Luciano; Wellington Rato (Pedrinho, 24/2) e Calleri. Técnico: Rogério Ceni
Gols: Galoppo, 46/1; Pedrinho, 37/2; e Calleri, 51/2
Cartão amarelo: Pablo Maia, 52/2
SBE: Zé Carlos; Victor Pereira, Marlon (Fernandinho, 34/2) e Bruno Aguiar; Ivan, Vitinho (Lucas Lima, intervalo), Carlos Jatobá, Renan Mota (Rafael Chorão, 24/2) e Breno Lopes; Iago Dias (Cristiano, 18/2) e Marcos Nunes (Kayan, 18/2/). Técnico: Paulo Roberto Santos
Cartões amarelos: Vitinho, 19/1; Bruno Aguiar, 36/2
Público: 10.446 presentes
Renda: R$ 602,9 mil
Árbitro: Vinícius Gonçalves Dias Araújo
Assistentes: Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Fuato Augusto Viana Moretti
Quarto árbitro: Paulo Cesar Francisco
VAR: Adriano de Assis Miranda
AVAR1: Marco Antonio de Andrade Motta Junior
Observador VAR: Silvia Regina de Oliveira
Fonte: Agência Esporte
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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