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São Paulo perde em casa para o Fortaleza pelo Campeonato Brasileiro

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O São Paulo teve diversas chances e lutou até o último minuto, mas foi superado pelo Fortaleza por 1 a 0, neste domingo, no estádio do Morumbi, em partida válida pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O próximo jogo do São Paulo será na quinta-feira, contra o Atlético-GO, fora de casa, às 21h30, pelo primeiro jogo da Copa CONMEBOL Sul-Americana. No Brasileirão, a próxima partida será contra o Cuiabá, domingo, às 19h, também fora de casa.

O São Paulo lutou, soube ficar com a bola no primeiro tempo, mas não conseguiu fazer o gol. O Fortaleza apostava no contra-ataque e em um deles, abriu o placar, aos 31 minutos. O Tricolor quase empatou aos 34, quando Nestor chutou de fora da área, o goleiro fez uma grande defesa e, no rebote, Welington acertou a bola na trave.

Aos 28, Igor Vinicius cobrou escanteio e a bola foi na cabeça de Galoppo. O argentino cabeceou forte, mas o goleiro adversário fez a defesa novamente. No segundo tempo, a pressão do Tricolor continuou. Aos 8, após cruzamento para a área, Calleri tentou de cabeça, Fernando Miguel fez grande defesa e, no rebote, Luciano chutou por cima do gol.

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Calleri teve ainda outras duas vezes e Luciano mais uma para marcar, mas a dupla não conseguiu aproveitar as oportunidades. Aos 45, Igor Gomes cruzou para a área e Calleri teve mais uma tentativa, de cabeça, mas mandou para fora.

FICHA TÉCNICA:

SÃO PAULO 0 X  1 FORTALEZA

Local: Morumbi, em São Paulo (SP)

Data: 28/08/2022 (domingo)

Horário: 16h

São Paulo: Jandrei; Ferraresi (Igor Gomes, 36/2), Diego Costa e Léo; Igor Vinicius, Pablo Maia (Alisson, 19/2), Galoppo (Patrick, intervalo), Nestor e Welington (Reinaldo, intervalo); Nikão (Luciano, 3/1 e Calleri, Técnico: Rogério Ceni

Fortaleza: Fernando Miguel; Brítez, Marcelo Benevenuto, Titi e Juninho Capixaba; Lucas Sasha, José Welison e Ronald (Tinga, 22/2T); Moisés (Romarinho, 31/2); Thiago Galhardo (Hercules, 22/2) e Robson (Matheus Vargas, 42/2). Técnico: Juan Vojvoda

Gol: Juninho Capixaba, 31/1

Cartões amarelos: Marcelo Benevenuto, 27/1; Fernando Miguel, 5/2; Reinaldo, 12/2; Patrick, 44/2

Público pagante: 30.210

Renda: R$ 1.251.368,00

Árbitro: Paulo Cesar Zanovelli da Silva – MG

Assistentes: Guilherme Dias Camilo (Fifa) – MG e Felipe Alan Costa de Oliveira – MG

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Quarto Árbitro: Ilbert Estevam da Silva – SP

Árbitro de Vídeo: Adriano Milczvski – PR

AVAR: Luciano Roggenbaum – PR

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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