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Santo André supera o Red Bull Bragantino e lidera grupo do Palmeiras

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O Santo André derrotou o Red Bull Bragantino por 1 a 0 neste sábado, no estádio Nabi Abi Chedid, pela quinta rodada do Paulistão Sicredi. O único gol foi marcado por Léo Ceará, de pênalti.

Com o resultado, o Red Bull Bragantino acabou caindo para o segundo lugar do Grupo A, com sete pontos, atrás do Botafogo, com oito. O Santos tem seis, enquanto a Inter soma quatro.

Já o Santo André é o líder do Grupo D, com dez pontos, na frente de Palmeiras (oito), São Bernardo (cinco) e Portuguesa (quatro).

Red Bull Bragantino e Santo André fizeram um primeiro tempo ríspido, com muitas faltas e poucas oportunidades. O time da casa foi superior, mas  encontrou dificuldades para chegar ao gol de Lucas Frigeri. A etapa inicial ficou marcado ainda pela lesão de Raul. O jogador escorregou, sentiu o joelho e deixou o campo chorando. Ele havia sofrido uma grave lesão ligamentar no local recentemente.

Com Praxedes no lugar de Raul, o Red Bull Bragantino ficou mais ofensivo e ficou perto de marcar com Bruninho. Alerrandro deu passe açucarado para o atacante, que errou o domínio e facilitou a vida de Lucas Frigeri, que fez a defesa. Além de Bruninho, Artur também tentou tirar o zero do placar, sem sucesso.

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O Red Bull Bragantino voltou para o segundo tempo com uma postura totalmente diferente e criou boas oportunidades com Realpe e Matheus Fernandes, o que fez com que o Santo André recuasse e desse ainda mais campo aos donos da casa.

O jogo, no entanto, voltou a ficar pegado, o que gerou inúmeros cartões amarelos: seis no total, além do vermelho de Jadsom Silva, que agrediu Rodolfo e deixou o Red Bull Bragantino com um jogador a menos aos 16 minutos.

Em superioridade numérica, o Santo André resolveu se aventurar ao ataque e abriu o placar aos 34 minutos. José Hugo foi derrubado por Matheus Fernandes, pênalti. Léo Ceará bateu com categoria e fez 1 a 0.

Atrás do placar, Pedro Caixinha deu fôlego novo ao Red Bull Bragantino e colocou o time no ataque. Foi pressão até o apito final, e os três pontos do Santo André foram garantidos por Lucas Frigeri, que fez uma defesa milagrosa no cabeçada de Popó.

Na próxima rodada, o Red Bull Bragantino enfrenta o Guarani no sábado, às 16h, no estádio Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas. No domingo, às 16h, o Santo André pega o São Paulo, no Bruno José Daniel, em Santo André.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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