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Palmeiras vence Atlético-GO e assume a liderança do Brasileirão
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O Palmeiras conquistou uma vitória crucial neste sábado (25), derrotando o Atlético-GO por 1 a 0 no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com o gol solitário de Raphael Veiga, o Verdão chegou aos 70 pontos, ultrapassando o Botafogo no saldo de vitórias e assumindo a liderança da competição. Para o Dragão, a derrota confirmou o rebaixamento para a Série B.
O jogo começou com o Palmeiras pressionando e criando boas chances. Logo aos cinco minutos, Richard Ríos finalizou com perigo após boa trama ofensiva. A insistência alviverde foi recompensada aos 20 minutos, quando Estêvão, em jogada individual pela direita, serviu Raphael Veiga, que finalizou com precisão para abrir o placar. O Verdão ainda teve outras oportunidades de ampliar o marcador, com Rony acertando a trave e Ríos obrigando o goleiro Ronaldo a fazer boa defesa. O Atlético-GO respondeu timidamente com um chute fraco de Rhaldney.
Na segunda etapa, o Dragão voltou mais ligado e tentou pressionar nos minutos iniciais, mas sem levar grande perigo ao gol de Weverton. O Palmeiras, por sua vez, continuou buscando o ataque e teve chances com Veiga e Gabriel Menino. A equipe alviverde controlou o ritmo da partida na parte final, administrando a vantagem e suportando a pressão final do Atlético-GO, que, apesar de uma sequência de escanteios, não conseguiu furar a defesa palmeirense. Nos acréscimos, Janderson ainda arriscou um último chute, mas Gustavo Gómez interceptou a jogada.
Com a vitória, o Palmeiras chega à liderança com 70 pontos, mesma pontuação do Botafogo, mas com maior número de vitórias. O próximo compromisso do Verdão é um confronto direto contra o time carioca, na terça-feira (28), às 21h30 (de Brasília), no Allianz Parque. Já o Atlético-GO, com o rebaixamento confirmado, enfrenta o Vasco no dia 30, às 21h30, em São Januário.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-GO 0 X 1 PALMEIRAS
Local: Estádio Antonio Accioly, em Goiânia (GO)
Data: 23/11/2024
Hora: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Jonathan Benkenstein Pinheiro
Assistentes: Rafael da Silva Alves e Jorge Eduardo Bernardi
Cartões amarelos: Gabriel Baralhas, Luiz Fernando e Roni (Atlético-GO); Zé Rafael e Flaco López (Palmeiras)
Gol: Raphael Veiga, aos 20 minutos do 1°T (Palmeiras)
ATLÉTICO-GO: Ronaldo; Bruno Tubarão, Adriano Martins, Alix e Guilherme Romão; Roni (Maguinho), Gabriel Baralhas e Alejo Cruz (Janderson); Rhaldney (Gonzalo Freitas), Jan Hurtado (Derek) e Luiz Fernando (Campbell). Técnico: Anderson Gomes
PALMEIRAS: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Vitor Reis e Caio Paulista (Vanderlan); Aníbal Moreno (Zé Rafael), Richard Ríos e Raphael Veiga (Gabriel Menino); Felipe Anderson, Estêvão (Fabinho) e Rony (Flaco López). Técnico: Abel Ferreira
Fonte: Esportes
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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.
Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.
Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.
“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.
Lula questiona dependência de patrocínios
Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.
Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.
“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.
Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.
“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.
Modelo empresarial como alternativa
Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.
Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.
“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.
A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.
A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.
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