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Palmeiras encara o Santos pela pela 6ª rodada do Paulistão

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O Palmeiras treinou na tarde desta sexta-feira (03), na Academia de Futebol, e seguiu a preparação para o clássico contra o Santos, sábado (04), às 18h30, no Morumbi, pela 6ª rodada do Campeonato Paulista. Após um trabalho recreativo, jogadores dos setores ofensivo e defensivo foram separados no gramado para atividades técnicas específicas de cada posição.

O Maior Campeão do Brasil venceu as últimas sete partidas contra o Santos (marca que não era obtida desde 1942, quando foi além e chegou a nove triunfos seguidos) e está invicto há dez (sequência que não era registrada desde 1948 – já a última vez que chegou a 11 jogos de invencibilidade foi também em 1942).

Jogo 355 no Morumbi

Esse será o jogo de número 355 do Palmeiras no Morumbi, e o retrospecto é absolutamente equilibrado: 119 vitórias, 116 empates e 119 derrotas. Com mais três gols, o Verdão pode chegar a 450 bolas na rede no local (tem 447 tentos marcados atualmente e 423 sofridos). E contra o Santos, especificamente, são 51 jogos no estádio são-paulino, com 19 vitórias, 20 empates, 12 derrotas, 71 gols marcados e 61 gols sofridos.

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A última vez que o Palmeiras disputou uma partida no Morumbi na condição de mandante foi justamente contra o Santos, em 23 de agosto de 2020, quando venceu por 2 a 1 pelo Campeonato Brasileiro, gols de Luiz Adriano e Patrick de Paula. Na ocasião, porém, não houve público por conta do protocolo de combate à pandemia de Covid-19. Desta forma, a última vez que o Verdão mandou uma partida no Morumbi com presença de torcida foi em 23 de setembro de 2007, também pelo Brasileirão: vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, gol de Nen.

No estádio são-paulino, o Palmeiras conquistou importantes títulos ao longo dos anos. Foram quatro troféus de Campeonato Brasileiro (1969, 1972, 1973 e 1993), um de Copa do Brasil (1998), um de Torneio Rio-São Paulo (2000) e dois de Campeonato Paulista (1974 e 1993). Curioso é que o Verdão foi campeão no local antes mesmo do São Paulo, cuja primeira taça foi obtida em 1971, quando venceu o Paulista sobre o Palmeiras por 1 a 0 em jogo marcado pelo erro da arbitragem ao anular um gol legítimo de Leivinha.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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