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Nos pênaltis, Croácia elimina o Japão e vai às quartas de final da Copa do Mundo

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A Croácia está nas quartas de final da Copa do Mundo. Em um duelo para lá de equilibrado contra o Japão, as croatas despacharam as asiáticas nos pênaltis, após empate no tempo normal e na prorrogação por 1 a 1. Os gols da partida foram marcados por Daizen Maeda, para o Japão, e Ivan Perisic, para a Croácia.

Aprovando a qualidade de seus homens do meio, a Croácia tentou controlar a posse de bola desde o início da partida. Mas o Japão, veloz e vertical, levou perigo em suas tentativas. Com equilíbrio na partida, foram os japoneses que saíram na frente. Em jogada de bola parada, aos 43 minutos, Daizen Maeda aproveitou a bola sobrada dentro da área para abrir o placar.

Na volta do intervalo, a Croácia repetiu a fórmula japonesa para empatar a partida. Aos 10 minutos da segunda etapa, Ivan Perisic subiu mais alto que a defesa dos “Samurais Azuis” e testou firme para deixar tudo igual. O empate baixou o ritmo da partida, com as duas equipes mais cautelosas dentro de campo.

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Sem maiores chances para nenhum dos lados, o jogo terminou empatado e foi para a prorrogação. Ainda no primeiro tempo extra, o técnico Zlatko Dalic tirou Luka Modric e Mateo Kovacic de campo. A saída dos meias deixou a Croácia com menos controle sobre o jogo.

As duas equipes até tentaram, mas não conseguiram alterar o marcador. A partida teve que ser decidida nos pênaltis. Esta foi apenas a segunda vez que o Japão teve uma disputa por pênaltis na Copa do Mundo. Antes disso, os Samurais haviam perdido a vaga nas quartas de final de 2010 para o Paraguai na marca da cal. A Croácia, por outro lado, foi para sua terceira decisão por pênaltis – havia vencido as outras duas, contra Dinamarca e Rússia, em 2018.

Na disputa de 2022, o retrospecto histórico se confirmou. O goleiro Domininik Livakovic defendeu três cobranças japonesas e garantiu a classificação para a Croácia. Nas quartas de final, os croatas enfrentaram o vencedor do duelo entre Brasil e Coreia do Sul.

Momento-chave

Aos 10 minutos do segundo tempo, Ivan Perisic subiu dentro da área do Japão e marcou seu sexto gol pela Croácia em Copas do Mundo. Ele se tornou o primeiro jogador a anotar em três edições diferentes de Mundial pelo país (2014, 2018 e 2022) e igualou Davor Suker na artilharia geral da Croácia na Copa.

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Número

A Croácia nunca perdeu uma disputa por pênaltis na Copa do Mundo. Em três decisões, são três vitórias. Foram duas na Copa do Mundo de 2018, contra Dinamarca e Rússia, e esta na Copa do Mundo de 2022, contra o Japão.

Craque do jogo

Não poderia ser diferente. Depois de três cobranças do zagueiro na disputa por pênaltis, o goleiro Dominik Livakovic foi eleito o melhor em campo e recebeu o troféu Budweiser Player of the Match de Japão x Croácia.

Fonte: Agência Esporte

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Lula defende proibição de bets e cobra clubes de futebol por alternativas de financiamento

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, na noite desta quinta-feira (8), em Brasília, a proibição das apostas esportivas on-line, conhecidas como bets. Durante discurso à imprensa, acompanhado por senadores da base governista, Lula afirmou que as plataformas representam riscos para o orçamento das famílias brasileiras, especialmente as de baixa renda, e criticou a dependência financeira de clubes de futebol em relação aos patrocínios dessas empresas.

Ao defender a medida, o presidente associou as apostas ao comprometimento de recursos destinados às despesas essenciais das famílias, como alimentação. “Enquanto eu for presidente, nós não vamos permitir que o leite, o pão e o feijão da família sejam utilizados para enriquecer e para lavagem de dinheiro nesse país”, declarou.

Lula também contestou os argumentos de dirigentes e clubes que apontam possíveis prejuízos ao futebol com a restrição às casas de apostas. Segundo ele, o esporte já conquistou títulos importantes antes da expansão desse mercado no Brasil.

“O futebol era muito mais vivo quando não tinha bets. Fomos cinco vezes campeões do mundo sem bets. Depois das bets, mais nada”, afirmou o presidente, ao citar conquistas de clubes brasileiros em competições internacionais.

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Lula questiona dependência de patrocínios

Outro ponto central do discurso foi a relação financeira entre os clubes e as empresas de apostas. Lula criticou o que considera uma transferência excessiva dos custos do futebol para os torcedores, que já gastam com ingressos, camisas e outros produtos relacionados aos times.

Para o presidente, não é adequado que os torcedores também sejam incentivados a apostar para contribuir indiretamente com o financiamento das equipes.

“Além dos torcedores contribuírem com isso, eles ainda querem que os torcedores gastem seu dinheiro apostando nas bets para poder financiar o futebol”, declarou.

Lula também questionou por que os clubes ainda não adotaram, de forma mais ampla, estruturas empresariais para administrar suas atividades. Ele mencionou o modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), criado para permitir que clubes constituam empresas voltadas à gestão do futebol.

“Os times podem virar empresas. Vocês estão lembrados que há três décadas todo mundo só falava em virar empresa. Agora pode virar empresa, por que não estão virando?”, questionou.

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Modelo empresarial como alternativa

Ao defender mudanças na gestão dos clubes, o presidente afirmou que as equipes precisam buscar alternativas de financiamento e administração caso as receitas provenientes das apostas sejam restringidas.

Lula argumentou que o futebol brasileiro pode funcionar sem depender das plataformas e defendeu a adoção de modelos de gestão semelhantes aos utilizados em outros países.

“Por que encontraram a facilidade do cassino? Encontraram a facilidade dentro da casa das pessoas pelo celular? Então, não vai ter mais isso. Vão ter que se virar, montar empresas e fazer o futebol funcionar como funciona em muitos lugares do mundo”, concluiu.

A declaração reforça a posição do presidente em favor de medidas para restringir as apostas on-line e ampliar o debate sobre os impactos econômicos e sociais desse mercado. O tema também envolve a discussão sobre as fontes de receita do futebol brasileiro, considerando a presença das empresas de apostas entre os patrocinadores de clubes e competições.

A proposta de proibição mencionada no discurso e seus eventuais efeitos sobre o setor dependem do conteúdo e da tramitação das medidas oficiais.

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